Acordem, SEOs, o novo Google chegou
Isso reflete e muito um super case que vi ontem, o do Magazine VOCÊ, vejam o vídeo e depois encaixe tudo ao conteúdo do artigo abaixo – http://youtu.be/enlMrBlmpeE
Terça-feira, 24/01/2012 às 11h00, porGianluca Fiorelli
Devo admitir que ultimamente o Google é a causa das minhas dores de cabeça. Não, não é só porque eu decidi que eu não receberia informações úteis sobre meus sites. E nem porque ele está modificando praticamente todas as ferramentas com as quais me acostumei desde os meus primeiros dias de SEO (Google Analytics, Webmaster Tools, Gmail…). E, honestamente, não é porque ele lançou um Panda voraz.
A verdadeira pergunta que está causando minha dor de cabeça é: o que o Google realmente quer com todas essas mudanças? Vou começar citando a definição de SEO que o Google dá em seus guias:
Search engine optimization (otimização de mecanismos de buscas, em português) significa colocar o melhor do seu site à frente, quando se trata de visibilidade em mecanismos de busca, mas seus consumidores finais são seus usuários, não os mecanismos em si.
Técnicas de SEO ainda importam – e muito!
Se você quiser destacar o melhor do seu site e deixá-lo o mais visível possível nos mecanismos de busca, então você tem que ser um mestre em técnicas de SEO. Sabemos que se não prestarmos atenção na arquitetura de navegação do site, se não nos importarmos com a otimização da página, se fizermos besteira com a tag rel=”canonical”, com a paginação e a navegação facetada da nossa web, e se não prestarmos atenção à duplicação interna de conteúdo, entre outras coisas, não iremos muito longe com a busca.
Tudo isso é óbvio? Sim, é. Mas as pessoas no nosso círculo tendem a esquecer um dos principais pilares da nossa disciplina: tornar um site otimizado para ser visível nos mecanismos de busca.
A próxima vez que você ouvir alguém dizendo “conteúdo é rei”, ou “social é o novo link building”, pergunte a ele qual foi a última vez que ele fez login no Google Webmaster Tools. Vá consertar o seu site, deixe-o indexável e resolva todos os problemas que ele possa ter. Somente depois de fazer isso você pode começar a fazer todo o resto.
O usuário é o rei
O SEO técnico ainda importa, mas isso não significa que ele seja sinônimo de SEO. As palavras "usuário" e "útil" têm a mesma raiz: uso. E um usuário acha um site útil quando ele oferece as respostas que ele precisa, e se seu uso é fácil e rápido.
Do ponto de vista que o Google tem do usuários, isso significa que um site para se posicionar:
1. Deve ser rápido;
2. Deve ter conteúdo útil e relacionado com o que ele se propõe;
3. Deve ser apresentado ao Google para que ele possa compreender o máximo possível sobre o que é.
O primeiro ponto explica a ênfase que o Google dá à velocidade do site, porque isso está altamente correlacionado a uma melhor experiência do usuário.
O segundo ponto está relacionado à qualidade do conteúdo de um site, e é, basicamente, do que o Panda trata. Se o reduzirmos a termos mínimos, o Panda é a tentativa do Google de limpar os SERPs de qualquer conteúdo que ele não considera útil para os usuários.
O terceiro explica a adoção do Schema.org e por que o Google (e outros mecanismos de busca) estão definitivamente migrando para a Web Semântica: porque ela ajuda os mecanismos de busca a organizar milhares de conteúdos que eles indexam a cada segundo. E quanto mais eles compreendem um conteúdo, melhor eles conseguem entregá-los aos SERPs.
O declínio do gráfico do link
Sabemos que só com a otimização do site não conseguimos ganhar a guerra dos SERPs, e que precisamos de links para o nosso site para destacá-lo. Mas todos nós sabemos quanto o gráfico de link pode ser jogado.
Apesar de ainda termos muitas razões para reclamar com Google sobre a qualidade dos SERPs – especialmente, devido a sites que obtêm seu posicionamento devido a táticas manipuladas de link building, é difícil de acreditar que o Google não está fazendo nada para neutralizar essa situação. Acredito que o Google decidiu resolver o problema não com remendos, mas com um tipo totalmente novo de gráfico.
Isso não significa que os links não são mais necessários. De jeito nenhum! Uma vez que fatores relacionados aos links ainda representem (e irão representar) uma grande porção de todos os fatores de posicionamento, outros fatores agora estão considerados.
Seja social e se torne uma semente confiável
Em uma era social, a maneira mais rápida de checar se um conteúdo é popular é verificar sua popularidade “relativa” nos ambientes das mídias sociais. Digo “relativa” porque nem todos os conteúdos são iguais e se um meme precisa de muitos tweets, +1 e likes/compartilhamentos para ser considerado mais popular que outro, ele não o é por mais tipos de nichos de conteúdos. Ao combinar os sinais sociais com o gráfico de link tradicional, o Google consegue compreender a popularidade real de uma página.
O problema, como já é dito há quase um ano, é que é muito fácil fazer spam na mídia social. Por esse motivo, o Google introduziu os conceitos de Autor e Editor, e, ainda mais importante, o Google os linkou aos perfis do site e está incentivando o Google+, que não é simplesmente outra mídia social, e sim o que a empresa objetiva ser no futuro: um mecanismo de busca social.
Rel=”author” e Rel=”publisher” são a solução que o Google está adotando para conseguir um melhor controle, dentre outras coisas, da poluição de spam dos SERPs.
Se você for um blogueiro, você será incentivado a marcar seu conteúdo com Author e linká-lo a seu perfil Google+ e, como site, você será incentivado a criar sua página de negócios na rede social do Google e promovê-la com uma insígnia no seu site que tenha o rel=”publisher” no seu código.
Sementes confiáveis não são agora somente sites, mas também podem ser pessoas (por exemplo, Rand ou Danny Sullivan) ou facetas sociais de uma entidade. Então, quão mais perto estou no Gráfico Social dessas pessoas/entidades, mais confiável eu sou aos olhos do Google.
Como podemos ver, o Google não está tentando se apoiar somente no gráfico de links, que é bem fácil de lidar. Mas ele não está simplesmente adicionando sinais sociais ao gráfico do links, porque eles também podem ser caçados. O que o Google está fazendo é criar e refinar um novo gráfico, que vê a cooperação do gráfico de links, do social e do de confiança, e que é mais difícil de ser caçado.
Acordem, SEOs, o novo Google está aqui!
Como conclusão, vou pegar emprestado o que Larry Page escreveu no Google+ (o negrito é meu):
Nossa maior ambição é transformar a experiência geral do Google [...] porque entendemos o que você quer e podemos entregar instantaneamente.
Isso significa criar identidade e compartilhá-la em todos os nossos produtos para que construamos um relacionamento real com nossos usuários. Compartilhar na web será como compartilhar todas suas coisas na vida real. Você terá melhores e mais relevantes resultados de busca e anúncios.
Pense nisso dessa maneira… Último trimestre (de 2011), nós lançamos o Google+ e agora iremos lançar uma parte do Google.
Acho que isso resume tudo, e que vivemos há um ano, agora é explicado claramente pelas palavras de Larry Page.
O que podemos fazer como SEOs? Evoluir, porque o SEO não está morrendo, mas os SEOs podem morrer se eles não assumirem as mudanças que o Google está trazendo.
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Este artigo é uma republicação feita com permissão. SEOMoz não tem qualquer afiliação com este site. O original está em: http://www.seomoz.org/blog/wake-up-seos-the-new-google-is-here
Mulher dá a volta ao mundo para conhecer todos os seus 325 amigos do Facebook
| Arlynn Presser, de 51 anos, viajou durante 365 dias, pegou 39 voos e visitou 51 cidades em 13 países | ||
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Muita gente deve ter curiosidade de saber como um amigo ou amiga, que hoje você só pode ver através da internet, é pessoalmente. Apesar de algumas pessoas se desapontarem, outras preferem arriscar e ver no que pode dar um encontro amigável com aqueles que conhecemos pelo computador. Uma dessas histórias envolve a escritora americana Arlynn Presser, de 51 anos. Ela, que mora em Winnetka (Illinois, Estados Unidos), sempre teve o costume de ficar em casa, e foi isso o que fez durante a maior parte da vida adulta. Por ter agorafobia – o medo de lugares lotados ou espaços públicos fechados -, Arlynn certamente nunca se aventurou para fora de sua cidade natal, quem dirá para outro país, e sua profissão nunca exigiu que precisasse fazer grandes viagens. Foi o suficiente para que a escritora interagisse cada vez mais com seus 325 amigos no Facebok, com quem conversa praticamente todos os dias. E para mostrar que é amiga de verdade deles, Arlynn passou por uma grande reviravolta em 31 de dezembro de 2010, quando decidiu conhecer todos os seus contatos pessoalmente no ano seguinte (2011). De acordo com o site Oddity Central, a autora escreveu um post em seu perfil na rede social sobre a decisão e, em seguida, começou a planejar o roteiro de visitas. A escritora resolveu viajar após perceber que estava ficando muito tempo sozinha na frente do computador, e seria uma maneira interessante de mudar drasticamente sua vida. Arlynn, além da agorafobia, tinha medo de voar. Logo, o desafio foi ainda mais assustador, mas deu certo: ao final do trabalho, ela viajou durante 365 dias, em 39 voos para mais de 51 cidades em 13 países, entre eles Taiwan, Coreia, Filipinas, Dubai, Itália, Malásia, Irlanda, Inglaterra e Alemanha. Até o final de 2011, Arlynn conheceu 292 amigos, ou seja, cerca de 90% do total de contatos em seu Facebook. Das 325 pessoas que decidiu visitar, ela encontrou de tudo: alguns eram velhos amigos de cólegio e da faculdade; outros não estavam interessados na ideia de conhecê-la e a bloquearam ou excluíram da rede social; 18 pessoas ignoraram seus pedidos para marcar um encontro; dois perfis eram de animais de estimação; e, por fim, cinco pessoas haviam morrido. Contudo, encontrar seus amigos do Facebook não foi sempre fácil para a autora americana. Muitas vezes, Arlynn teve ataques de ansiedade, fobias, colapsos emocionais e momentos de pânico. Por segurança, ela levou um acompanhante que garantiu que as reuniões com seus colegas de internet fossem realizadas. Mas, em outros momentos, Arlynn aprendeu bastante coisa: cantar ópera, treinar para ser uma guarda-costas, andar de kart, escalar uma montanha e até a abrir uma garrafa de champanhe com um sabre. O sucesso do "Face to Facebook" foi tanto que a escritora decidiu fazer um documentário inspirado na ansiedade e no poder das mídias sociais para inspirar uma grande mudança pessoal. O projeto, sem data de lançamento, vai se chamar Face to Facebook, algo como "De cara com o Facebook". |
Google cria guia de boas práticas
Empresa lança canal virtual com estilos e padrões para desenvolvedores otimizarem layouts de aplicações para Android
13 de Janeiro de 2012 • 15:11
O Google criou um guia com os princípios de design e a visão criativa da empresa para os desenvolvedores otimizarem layouts de aplicações para Android. O site traz uma série de estilos, padrões e grids para que os desenvolvedores otimizem os layouts de suas aplicações para Android, colaborando com o mundo mobile que o Google imaginou. Veja aqui o canal virtual.
Via Brainstorm9
Brasil deverá ser 4º maior em e-commerce até 2015, diz estudo
Em 2011, o País aparece em 6º lugar entre as dez maiores nações em vendas online, segundo o T-Index 2015.
Computerworld (Portugal)
28 de dezembro de 2011 – 17h59
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O Brasil deverá ser o quarto maior do mercado mundial de e-commerce em 2015. Atualmente o País ocupa o sexto lugar e deverá subir, ajudado pela crise mundial, que fará com que Estados Unidos e nações europeias mudem de posição nos próximos quatro anos.
A melhoria do desempenho do Brasil em e-commerce é uma projeção do T-Index 2015, índice estatístico que indica a participação d vendas online de cada país no mercado mundial, associando a população na internet ao PIB per capita estimado.
No estudo, o Brasil aparece atualmente em sétimo lugar entre os dez com maior potencial de vendas pela web, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França. Em oitavo lugar vem a Rússia, seguida da Coreia do Sul e Itália.
Segundo a projeção T-Index 2015, os Estados que hoje é primeiro colocado em vendas virtuais com participação de 24,4%, será desbancado nos próximos quatro anos pela China.
O mercado chinês tem atualmente tem uma fatia de 11,5% do e-commerce mundial, mas em 2015 será responsável por 18,8% dos negócios na web, enquanto a fatia dos os EUA será reduzida para 16,8%.
O Japão permanecerá no terceiro posto, porém apresentará uma queda, passando de uma participação de 6,6% em 2011 para 4,9% em 2015.
Já o Brasil, que aparece atualmente no estudo em sexto lugar com participação de 3% aumentará sua fatia para 4,3% e também subirá no ranking. As previsões do T-Index 2015 aponta que o mercado brasileiro ocupará a quarta posição em quatro anos, com a queda dos EUA, Alemanha e Reino Unido.
A Rússia deve subir da oitava para a sexta posição com uma variação de mais 27,5%. A França desce um lugar, com uma variação negativa de 2,9%.
O Reino Unido passa do quinto para o oitavo lugar com uma variação da participação de mercado de 27% relativamente a 2011.
A Coreia do Sul permanece estável no nono lugar, mas seu market share cairá para 12%. A surpresa pode ser a entrada do México no top 10, ultrapassando a Itália que terá uma variação negativa da sua quota de mercado em 2015 de 43,4% relativamente a 2011.
Entre os países emergentes de maior crescimento figuram a China (+63,4%), Brasil (+43,3%), Rússia (+27,5%), Índia (+26,6%), Indonésia (+20,8%) e a Turquia (+20%).
O cálculo da projeção supõe uma tendência de crescimento linear para todos os países. Se a China mantiver a taxa de aumento que apresentou desde 2005 até 2009, pode superar os Estados Unidos em 2015.
No entanto, confrontando os dados de 2005 a 2009 com os dos últimos dois anos, a tendência da China parece sofrer uma leve queda que pode influenciar a projeção para 2015.
Google indexa G+ e aprimora busca social
Por Vinicius Aguiari, de INFO Online
• Terça-feira, 10 de janeiro de 2012 – 15h00
Objetivo é fornecer buscas baseadas em relações sociais em vez de utilizar apenas o modelo atual baseado em conteúdo
São Paulo – O Google anunciou hoje novos recursos para seu serviço de buscas social. Por meio deles, o usuário poderá buscar apenas por conteúdos selecionados por outros clientes em vez de pesquisar em toda a web. O Google chamou o novo modo de Search, plus your Wolrd.
O objetivo do Google é fornecer buscas baseadas em relações sociais em vez de utilizar apenas o modelo atual baseado em conteúdo.
O primeiro dos novos recursos é a integração com o Google+. A partir dela, o usuário poderá fazer suas pesquisar levando em consideração apenas os conteúdos compartilhados por seus contatos na rede social.
O segundo deles leva em conta conteúdos selecionados por usuários no Google Profile que compartilham os mesmos gostos que você, como fotos, músicas, fotografia etc. Um terceiro modo combina os dois anteriores.
Com a aplicação, se o usuário está buscando por um destino de viagem, por exemplo, ele poderá pesquisar apenas em publicações e fotos de seus contatos.
O Google também anunciou um novo recurso para aprimorar as buscas por pessoas sem a necessidade de digitar seus nomes na íntegra. Logo após encontrar um perfil no Google+, o usuário poderá adicionar o cliente a um de seus círculos sem deixar a página de buscas.
Por enquanto, os recursos ainda não estão disponíveis para usuários brasileiros.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8Z9TTBxarbs
Google, Facebook e Amazon podem sair do ar em protesto contra nova lei
Empresas consideram interromper acesso aos seus serviços por um dia como protesto contra lei antipirataria que tramita no Senado americano
Gabriela Ruic, de 
Karen Bleier/AFP
Google, Facebook, Amazon são empresas que já se manifestaram contra nova lei antipirataria dos EUA
São Paulo – Um dia sem buscas no Google, sem acesso ao Facebook ou compras naAmazon. O maior medo dos usuários mais frequentes destes sites pode se tornar realidade. A atitude seria um protesto das empresas contra a lei antipirataria que tramita no Senado americano, conhecida como SOPA (Stop Online Piracy Act).
Se aprovada a lei vai responsabilizar os sites por todo o conteúdo que for postado pelos usuários sob pena de bloqueio do site ou até mesmo a prisão dos responsáveis pela página. O projeto é fortemente apoiado por representantes da indústria musical e cinematográfica e que tem como objetivo exterminar a distribuição gratuita de seus produtos na web.
De acordo com informações da Fox News, o executivo Markham Erickson, da NetCoalition (associação que inclui empresas de tecnologia como Twitter e Google, por exemplo) detalhes do blackout ainda não foram acertados pelas companhias. A ação, segundo Erickson, está em análise e poderá ser colocada em prática caso as autoridades americanas continuem a considerar a aplicação da medida
Em 15 de novembro de 2011, foi enviada ao Congresso americano uma carta assinada pelas maiores empresas de tecnologia do planeta – como Google, Facebook, Zynga, Mozilla e LinkedIn – e que alertava para os perigos que tal medida que pode que pode mudar os rumos da internet.
Social commerce representará de 10% a 15% do consumo mundial
Por André Machado (amachado@oglobo.com.br) | Agência O Globo – dom, 25 de dez de 2011
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RIO – Tudo conspira para o social commerce. Primeiro, as compras on-line só crescem. Só entre novembro e o início de dezembro, com a Black Friday e a Black Monday, elas geraram US$ 24,6 bilhões nos Estados Unidos, segundo a consultoria comScore – US$ 3 bilhões a mais que no mesmo período em 2010. E, de acordo com a consultoria IDC, nos próximos cinco anos, entre 10% e 15% do consumo mundial será feito nas redes sociais, especialmente o Facebook (agora com mais de 800 milhões de usuários). E projeções da consultoria americana Booz & Co. dizem que o social commerce vai faturar internacionalmente cerca de US$ 5 bilhões este ano e passar de US$ 30 bilhões em 2015. Segundo Tatiana Albuquerque, cofundadora da E-Like, desenvolvedora do aplicativo Meu Shopping, na rede de Mark Zuckerberg, se os internautas americanos já gastam mais de 30% de sua navegação no Facebook, dentro da rede a maior parte do tempo de um usuário (27%) é passado em seu próprio mural – daí a importância de as empresas aproveitarem esse espaço adequadamente do ponto de vista das compras on-line. O que nem todo mundo faz – até porque as compras sociais via web ainda são um fenômeno recente.
- Veja bem, pesquisas nos Estados Unidos mostram que há entre 40 e 150 vezes mais chances de um usuário do Facebook consumir diretamente dentro de seu mural do que indo para um site de comércio eletrônico – diz Tatiana. – É também por esse motivo que não é o caso de simplesmente transpor uma loja de e-commerce para a rede social, já que a experiência de compra é diferente.
Para Daniel Deivisson, um dos sócios-diretores da plataforma de f-commerce Bee Social, lançada no Facebook recentemente (com um investimento de R$ 3 milhões), a diferença está na interação de fato do usuário com outros internautas.
- Diferentemente do comércio eletrônico tradicional, em que a compra é individual, e também das compras coletivas, em que se trata de comprar no atacado para obter descontos, uma ferramenta de social commerce investe na interação do consumidor com seus amigos, parentes, colegas e conhecidos – afirma Deivisson. – As iniciativas devem utilizar as novas possibilidades de interface dentro do Facebook (valendo-se da plataforma Open Graph, lançada no último encontro de desenvolvedores para a rede social, o F8) para criar novos botões e formas de fomento do consumo entre os usuários.
Um exemplo é a linha do tempo criada pela Bee Social sobre as ações do cliente na plataforma de social commerce, criando um "buzz" sobre as transações. Segundo João Monteiro, desenvolvedor da ferramenta, foram criadas várias funções para facilitar esse novo jeito de comprar.
Análise de dados avançada nas redes
Já o Meu Shopping conta com ferramentas como o E-Gift, presente em dinheiro que um usuário pode enviar a um amigo do Facebook para gastar numa loja. O botão "Curtir" ganhou variações como o "Quero" (no Meu Shopping, que pode servir de base para uma lista de produtos desejados acoplada ao perfil do usuário), o "Conferiu" e o "Comprou" (no BeeSocial, que atestam a visita de um usuário à página de uma oferta e listam o que ele adquiriu em suas compras).
- Outra funcionalidade interessante que agregamos é a chance de comparar dois produtos e jogar essa mensagem no mural para os amigos compararem. Por exemplo, uma TV LCD Samsung ou LG? É algo que já havia no e-commerce, mas que ganha viés social – explica João Monteiro, desenvolvedor do BeeSocial.
Flávio Berman, diretor da E-Like, diz que um dos mandamentos do social commerce é não enxergar o usuário apenas como um cliente, já que, no Facebook, ele aprendeu a "curtir" marcas além de posts.
- A marca deve oferecer tratamento especial para seus fãs. Como o próprio nome já diz, eles não são apenas interessados na sua marca, por isso devem ser recompensados, e o boca a boca, estimulado – diz.
Tatiana Albuquerque acrescenta que é preciso acompanhar cada movimento dos fãs dentro da loja virtual no Facebook ou outra rede.
- É preciso ouvi-los, ficar atento ao que eles estão dizendo sobre a marca e seus produtos – explica. – O que eles estão curtindo na sua loja? Antes de tudo, é preciso entender às necessidades deles e usar isso a favor da marca.
Tradicionalmente, o e-commerce procura colecionar informações sobre as preferências de seus consumidores. Mas nas redes sociais isso pode ser feito de maneira muito mais eficaz.
- O chamado data mining (garimpagem de dados, e sua análise) é enriquecido no social commerce – diz João Ricardo Matta, presidente do BeeSocial. – Você tem o perfil do usuário, dados dos amigos, e com isso pode aperfeiçoar bem a experiência de compra.
Isso, naturalmente, respeitando a privacidade do usuário. Esse é o lado espinhoso da coisa – já que os shoppings sociais são aplicativos e todo aplicativo no Facebook precisa de permissões dos usuários para funcionar, como acesso aos amigos, autorização para publicar posts em seu nome etc. Tatiana concorda que às vezes a batelada de permissões exigidas pode assustar um pouco.
- Mas, para uma integração completa ao processo, com todas as funções operantes, é preciso autorizar, do contrário a experiência não fica completa – pondera.
A maioria das iniciativas de e-commerce procura explorar as funções do Facebook, a maior rede social do mundo. Mas há quem aposte num esquema bem diferente. É o caso da eiBOW, empresa que desenvolveu uma rede social própria voltada para trocar experiências sobre compras. Diferentemente dos shoppings de social commerce no Facebook, a eiBOW não inclui o processo de compra dentro de seu ambiente, mas indica os links de lojas parceiras para a aquisição final dos produtos.
- Nosso ambiente funciona como um ponto de troca de opiniões sobre produtos entre os usuários – explica Guilherme Bastian, um dos sócios-diretores do site. – Tanto que, logo que se inscreve, o usuário passa por telas que o instam a definir sua personalidade e seus gostos pessoais, além de mencionar seu ramo de trabalho.
Além dessas telas, que já induzem a uma personalização das ofertas que posteriormente aparecerão no perfil do usuário, a eiBOW tem funcionalidades como Favoritos, onde se pode listar as ofertas desejadas; Rejeitados, em que o usuário descarta determinados produtos apresentados pelo site, o que melhora a inteligência da ferramenta ao sugerir novas opções; e Vamos Combinar, onde é possível combinar virtualmente com alguns amigos que itens mais têm a ver com você ou outros contatos.
http://br.noticias.yahoo.com/social-commerce-representar%C3%A1-10-15-consumo-mundial-010000581.html















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