Google investe em comunicação com o mercado
Nova estratégia busca mais proximidade com anunciantes, agências e público internauta
Por Alexandre Zaghi Lemos
13 de Novembro de 2009 às 13:52
Deixando para trás os tempos em que dizia não precisar fazer publicidade de suas marcas, o Google tem aumentado o investimento em comunicação tanto com o mercado anunciante como com o público internauta.
A empresa é atendida no Brasil no sistema job a job por cerca de dez agências de diversas disciplinas, como relações públicas, eventos e mídia interativa. “Houve uma evolução no posicionamento do Google em relação à sua comunicação com o mercado. Hoje temos a necessidade de estar mais próximos de anunciantes e agências”, reconhece o diretor de marketing João Bortone. “Internamente, o Google tem uma visão clara do posicionamento dos nossos produtos. Contratamos agências para criação e execução“, detalha.
Na semana passada, o Google fez uma rara veiculação de anúncio em mídia impressa, no jornal Metro, para divulgar o novo Orkut, com estratégia da agência carioca AG Rio. A campanha inclui spots para rádios do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “O lançamento do novo Orkut envolve ações on e offline e parcerias com outras empresas. Estamos entrando em outras maneiras de fazer marketing. Além de anúncios em jornais e rádio, já fizemos adesivamento no metrô no Rio de Janeiro. É um trabalho diferente para nós, que estende nossa comunicação para outros canais”, frisa Bortone.
A primeira fase do lançamento foi feita com o personagem Danilo Miedi, “oficialmente o primeiro a entrar no novo Orkut”, que ganhou comunidade própria, interagiu com bandas como Skank e Detonautas e mantém um blog com vários textos, fotos e vídeos (veja aqui).
Além disso, a empresa acaba de colocar no ar o site TudoSobreGoogle.com.br, em que pretende consolidar todas as informações sobre a compra de publicidade em seus sites, através de canais específicos para agências, clientes e não clientes. Nesse caso, sua parceira é a paulistana Agência Ideal.
No endereço, o conteúdo está organizado como um “jornal eletrônico”, com entrevistas, artigos, blogs, fóruns e vídeos explicando cases veiculados por grandes clientes, como Unilever, Telecine e Livraria Cultura, entre outros.
“O Google produz uma grande quantidade de conteúdo de interesse comercial, parte dele relevante apenas por tempo determinado. Precisávamos de um local onde anunciantes e agências pudessem acessar uma sinopse, com a oportunidade de se aprofundar nas informações de seu interesse”, descreve Bortone.
O site terá um tamanho fixo e seu conteúdo será produzido por uma equipe multidisciplinar de funcionários do Google, de áreas como vendas, comunicação e marketing. “Optamos por um formato mais lúdico. A área de não clientes terá um discurso fixo, mas as de clientes e agências serão atualizadas constantemente”, detalha o diretor de marketing.
A intenção é consolidar no endereço todas as informações sobre a compra de publicidade no Google, ajudando agências e anunciantes a tirar o máximo de proveito das ferramentas oferecidas pela empresa.
Respondendo às reclamações de agências que não concordam com o assédio direto do Google aos seus clientes, Bortone sustenta que a empresa se esforça para construir uma relação transparente com o mercado. “As agências são parceiras importantes do Google, quanto mais conseguirem educar o mercado sobre nossas soluções, melhor para todo mundo. Nosso material educativo contribui para uma relação transparente entre o Google, as agências e os clientes”, acredita.
No blog Por Dentro do AdWodrs, mantido pela área comercial do Google, estreou recentemente um vídeo dando dicas de como o anunciante deve escolher um agência para gerenciar sua conta (veja aqui).
A aproximação se dá também com workshop realizados pelo Google dentro das agências, como o que ocorreu recentemente na DM9DDB. Em 2010, o Google continuará investindo em eventos. “Vamos diminuir a freqüência, mas teremos grandes projetos mais relevantes”, adianta Bortone.
Redes de TV levam briga da audiência para a internet
Idéias divergentes, mas que de certa forma cada uma tem seu peso, eu prezo por um foco aberto de todo conteúdo na grande rede, afinal, as novas gerações não só mais fazem uma coisa de cada vez, como seus pais que ou só liam os jornais, ou apenas assistiam a TV, estão realizando diversas tarefas ao mesmo tempo, jogando, lendo, estudando, escutando musica e acessando a Internet. Eu particularmente quando perco algum programa procuro de imediato na TV responsável pelo conteúdo ou no youtube auqele determinado programa, fico frustrado quando não encontro de nenhuma forma esse material.
E quando pensamos na forma de comercializar esses conteúdos disponíveis na WEB, por que não colocar um selo no vídeo, ou uma breve abertura ou encerramento de alguma empresa que queria se relacionar com o público que verá aquele conteúdo, seria algo bem direcionado e com mensuração de retorno de audiência bem eficaz, mais uma forma de se fazer publicidade.
Rogério Angelim
Por Guilherme Felitti, do IDG Now!
Publicada em 03 de setembro de 2009 às 07h00
Emissoras criam portais próprios para reaproveitar programação na web, mas divergem sobre transmissão de sinal ao vivo.
Enquanto as empresas de internet reforçam produção de conteúdo audiovisual ou investem no licenciamento de material de grandes produtores, como demonstrou reportagem do IDG Now! da quarta-feira (2/9), as redes de TV no Brasil veem a internet como meio para prolongar a vida útil da programação exibida originalmente na televisão aberta.
A razão que move as emissoras é a mesma que leva os portais a investir em vídeo: a demanda na web por esse tipo de conteúdo no Brasil cresce a passos largos – aumento de 22% na audiência em julho, segundo dados da consultoria Ibope Nielsen Online – estimulada pela maior penetração da banda larga no País.
O Brasil começou 2009 com 11,8 milhões de conexões de banda larga, praticamente o dobro da marca de 6 milhões registrada há menos de dois anos pela pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga, realizada pela consultoria IDC Brasil.
A oportunidade de negócios fez com que, no ano passado, Rede TV!, SBT, Bandeirantes e Cultura lançassem projetos para a internet, enquanto a Globo aprofundou sua estratégia na rede. Em linhas gerais, no entanto, a estratégia adotada vai além de veicular trechos da programação em serviços como o YouTube.
Com exceção da TV Gazeta, que não reaproveita vídeos da sua grade na rede, a atuação dos canais de TV aberta na internet segue o mesmo caminho: ter um portal próprio no qual programas são repartidos e reproduzidos com ferramentas sociais básicas.
Globo.com é inspiração
O modelo básico segue estratégia adotada pelo Globo.com, veículo pioneiro na transição entre televisão e internet no mercado brasileiro. O portal serve como uma plataforma pela qual conteúdo das Organizações Globo ( oferecidos na íntegra ou parcialmente em diferentes mídias) são reaproveitados.
O Globo.com assumiu em 2003 a atual estratégia de misturar conteúdo inédito produzido pelo canal online – visão aprofundada pelo lançamento do G1, em setembro de 2006 – com trechos da programação de veículos das Organizações Globo (além da TV Globo, o canal pago GloboNews, as rádios Globo e CBN, os jornais O Globo e Diário de São Paulo e as revistas Época e Globo Rural).
Tanto a Rede TV! como a Band trilham os passos do Globo.com. O posicionamento semelhante é percebido na forma de organizar o conteúdo – os três contam com quatro categorias básicas na página principal (jornalismo, entretenimento, esportes e vídeos). As semelhanças ocorrem também na questão visual. A navegação baseada em cores, utilizada primeiro pela Globo.com, é replicada no eBand (lançado em 13 de julho) e no RedeTV.com.br (lançado em 30 de junho).
Alheio ao formato “vídeos da TV+conteúdo próprio”, o SBT colocou no ar sem nenhum alarde em setembro de 2008 uma ferramenta chamada Vídeos, rebatizada para SBT Vídeos no primeiro semestre desse ano. No espaço, a empresa de Sílvio Santos concentra “boa parte” da sua programação, segundo a assessoria de imprensa da emissora.
A Rede Record prepara um portal, chamado de R7 e com previsão de lançamento para 27 de setembro. A estratégia deverá seguir a receita do Globo.com de misturar conteúdo próprio com programação do canal de TV . “O R7 será a porta de entrada para a exibição de conteúdo em vídeo, seja ele transmitido pela TV ou de produção exclusiva do portal”, adianta o gerente de desenvolvimento de web da Rede Record, Cláudio Henrique Bruna.
A estratégia focada em vídeos descrita por Cláudio já havia sido iniciada pela Record com o Mundo Record, serviço de vídeos (chamado pelo executivo de “experiência temporária” usada como “termômetro para medir a aceitação do telespectador”) que congregava trechos de programas da TV Record e da Record News. O site saiu do ar em razão da emissora ter criado seu canal no YouTube.
Distribuição por portais e YouTube
Os canais próprios, porém, não restringem a distribuição online de conteúdo dos canais de TV – episódios dos reality shows A Fazenda ou Ídolos, da Record, podem ser vistos na TV iG e na TV Terra, enquanto o material noticioso da BandNews é replicado também no serviço do Terra e na TV UOL.
O próprio uso do YouTube, seja pela Record ou pela Bandeirantes, que vem costurando um acordo com o Google Brasil, indica como os portais centralizam, mas não restringem a reutilização do conteúdo online. “Nós mesmos vamos colocar a programação em nosso canal no YouTube, com alta qualidade de som e imagem”, explica o diretor de negócios online da Bandeirantes, Ricardo Anderáos.
Quem segue estratégia similar é a TV Cultura, que também negocia com o Google um canal próprio no YouTube e trabalha para finalizar o centro de mídia que deverá equiparar o canal da Fundação Padre Anchieta a todos os outros descritos nesta reportagem.
A rabeira do setor não é amargada pela TV Cultura em função do seu pioneirismo na transmissão ao vivo do programa de entrevistas Roda Viva, que ecoa a transmissão ao vivo do Vitrine, em 1997, quando sua apresentação ainda era responsabilidade do apresentador Marcelo Tas. “Tratava-se de uma transmissão experimental. O mercado não tinha nem banda para acompanhar um programa ao vivo pela internet", explica o coordenador do núcleo de novas mídias da Fundação Padre Anchieta, Ricardo Mucci.
O avanço na atual infraestrutura fez com que, desde outubro do ano passado, a TV Cultura começasse a transmitir ao vivo a gravação do Roda Viva em seu IPTV Cultura, projeto que deverá transmitir outros programas da grade, como Vitrine, Metrópolis e No Ponto, nos próximos dois meses. O objetivo de retransmitir toda a programação, assim como lançar um centro de mídia que congregue conteúdos do canal, segundo Mucci, esbarra em questões jurídicas sobre a exploração do conteúdo em outras mídias que não a televisão.
A polêmica sobre a transmissão ao vivo
A transmissão oficial do sinal ao vivo de TV é uma ideia que a Rede TV! coloca em prática desde o final do junho. “É uma tendência de mercado. Quanto mais espectadores, melhor para o veículo. Estamos sentindo que as pessoas assistem a atração na TV e a veem novamente na internet”, explica o superintendente de operações do canal, Kaled Adib. A certeza do executivo, porém, não é compartilhada pelos outros canais ouvidos pelo IDG Now!.
Quem tem o argumento mais contundente é o diretor geral da Globo.com, Juarez Queiroz, cujo portal tem o crescente hábito de transmitir competições esportivas na web simultaneamente à TV. “O que aconteceu com o Speedy? A rede brasileira de internet não foi desenhada e não tem capacidade para escoar o volume de produção de vídeo ao vivo”, afirma Queiroz, relembrando os seguidos problemas de instabilidade sofridos pelo serviço de banda larga da Telefônica.
Após dois meses proibida de vender novas assinaturas do Speedy pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Telefônica foi liberada para comercializar o serviço em 26 de agosto.
“O potencial de mercado que isso tem é relativamente limitado. Em casa, você tem uma tela maior e está em posição mais confortável. Não acho que seja um diferencial quando se tem o mesmo sinal no celular ou na TV”, afirma Queiroz. Cláudio, da Record, adota o mesmo tom. “O formato de transmissão simultânea ainda está se consolidando. Entendemos que apenas codificar o sinal e transmiti-lo via internet não é a melhor opção de entrega de conteúdo”. A Bandeirantes também não tem planos de seguir o modelo, confirma Anderáos.
Queiroz defende uma transmissão seletiva de eventos, citando o caso da veiculação ao vivo e de graça dos jogos da Copa das Confederações deste ano, após a exibição fechada da Copa do Mundo em 2006. “Há eventos que fazem sentido, como os que são realizados ao longo do dia, quando pessoas não estão em casa”. Como exemplo, Queiroz cita coberturas jornalísticas que justifiquem a liberação do streaming ao vivo do canal pago Globo News, como acidentes aéreos ou escândalos políticos.
Novidades » emarket apresenta resultados em sites de busca para Lacto Soja
09/03/2009
Em fevereiro último, a agência de publicidade e comunicação online emarket apresentou os relatórios finais relacionados ao marketing em sites de busca desenvolvido para alguns clientes desde o ano passado.O site da Lactosoja que foi desenvolvido em 3 idiomas apresenta uma quantidade muito grande de palavras-chave (em português) com resultados nas 2 primeiras páginas dos buscadores, entre eles o Google e o Yahoo!, que são os sites de busca mais usados no Brasil e no mundo.Palavras-chave como “leite de soja”, “resfriar leite de soja” “usina de leite de soja”, “máquina de leite de soja”, “extrair leite de soja”, e também outras relacionadas aos produtos, como por exemplo “vaca mecânica” estão posicionadas na 1a página do google e do Yahoo!.O site da empresa com sede em São Paulo figura na frente também em pesquisas realizadas com expressões em inglês e espanhol. Apesar da grande concorrência com milhares de concorrentes a nível mundial, o site também aparece bem posicionado para expressões como soymilk industry, soymilk manufacturing, elaboracion leche de soja, fabricacion de leche de soja e outras espressões. Esses resultados vem colaborar com um dos objetivos da empresa que é o alcançar visibilidade no mercado internacional.Como o site conta também com a ferramenta WebAdmin que permite a publicação de notícias que são geradas de forma otimizada para aparecerem nos sites de busca, novas palavras-chave que acabam sendo incorporadas no site atrvés de matérias, contribuem para melhorar os resultados nos sites de busca. Nos últimos meses novas expressões figuram na 1a página do Google como “Desodorizador do Leite de Soja”, “Despolpador de Frutas” e “Pré-Cozimento da soja”.A audiência do site aumentou nos últimos 4 meses mais de 50% e está atingindo a marca de 2.000 visitas mensais. Desse total de visitas, 81,78% é proveniente dos sites de busca. Essa audiência deverá aumentar bastante com o fim do período de verão e início do ano comercial no Brasil.
Site relacionado: www.lactosoja.com.br
Fonte:emarket









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