Did You Know 4.0
A série de vídeos “Did You Know” nos traz importantes dados e estatísticas sobre mídia, tecnologia, comunicação, internet e convergência. E em 2009 ela chegou na sua versão 4.0 em parceria com o The Economist, onde podemos vislumbrar as novas tendências que já estão presente e as que estão por vir. Um vídeo imprescíndivel para qualquer profissional de mídia e comunicação:
Operadoras japonesas demonstram realidade aumentada em celulares
Por IDG News Service/Japão
Publicada em 23 de julho de 2009 às 08h55
Sistema usa imagens capturadas ao vivo da câmera do celular e mostra pontos de interesse nas proximidades do usuário determinados pelo GPS.
As duas maiores operadoras de telefonia do Japão, NTT DoCoMo e KDDI, apresentam nesta semana suas últimas pesquisas em realidade aumentada. A tecnologia, conhecida como RA, mistura o mundo real com dados digitais e é vista como o avanço natural para os futuros celulares.
O sistema de RA da DoCoMo provê informações na tela do aparelho ao sobrepor a câmera do telefone sobre uma determinada imagem. A tecnologia apresentada usa o sensor do Sistema de Posicionamento Global (GPS) do celular para encontrar a localização do usuário e determina, a partir de uma bússola digital, qual a direção para onde o usuário está voltado. Com o conhecimento desses dois dados, o sistema busca no banco de dados informações sobre pontos de interesse nas proximidades (shoppings, bancos, lanchonetes etc.).
Na demonstração feita durante o evento Wireless Japan, em Tóquio, nesta quinta-feira (23/7), o celular usou imagens ao vivo de uma estação de trem, capturadas pela câmera embutida. Na tela apareciam prédios e restaurantes da região. Mesmo que o estabelecimento não estivesse à vista da câmera do celular – atrás de um outro prédio, por exemplo – o sistema apresentava um sinal de que havia algum restaurante próximo, que apenas não podia ser visualizado.
O protótipo era um celular baseado no sistema operacional móvel do Google, o Android, e a operadora iniciou, no evento, uma fase de testes com mil usuários.
A operadora KDDI também apresentou suas pesquisas em realidade aumentada. O sistema, no entanto, não mostra imagens ao vivo da câmera do celular. Mas mostra um grande acervo de fotos tiradas dos pontos de interesse de todo o país, conforme a localidade do usuário determinada pelo GPS.
Ambos os sistemas ainda estão em desenvolvimento e não têm dada determinada para lançamento comercial.
Martyn Williams, do IDG News Service
WEB 2.0 PEDE VÍDEO 2.0
Leo Strauss
É fato que, no meio do bombardeio de informações ao qual o consumidor está exposto na internet, é preciso se diferenciar. Assim, a principal pergunta que ronda a cabeça dos executivos de marketing hoje é: como? Não há resposta pronta, mas a parte boa da história é que as alternativas não são poucas e crescem rapidamente. Um dos caminhos mais eficazes – e que boa parte das empresas parece já ter entendido que funciona – é o vídeo para internet. Não à toa, há previsão de investimento de cerca de US$ 8 bilhões em empresas de vídeo on-line nos próximos anos, segundo o Dow Jones Venture Source.Claro que o sucesso de um videoweb não acontece por acaso. Quem tem acompanhado os mais recentes cases de vídeos que viraram hit no ambiente on-line percebe o óbvio: o vídeo, assim como a web, precisa ser 2.0. Não só porque seu meio de veiculação é a internet, ou pela expansão da banda larga e a evolução dos formatos de compressão de imagem, mas por tudo aquilo que esse novo formato representa. O pensamento para todos os processos, da produção à reprodução de um vídeo para a rede, deve obrigatoriamente considerar princípios como interação e colaboração.É por conta desses aspectos que conferimos hoje uma mudança enorme na maneira como as pessoas consomem conteúdo. É importante, portanto, identificar o que é realmente relevante para elas, o que elas estão em busca – e correr atrás do que elas estão atrás. E é possível? É. Esse é o grande barato da internet: o usuário dá pistas sobre o que gosta, estabelece-se em comunidades, classifica-se em nichos, revela seu perfil a partir de graus de interesse e interação. É assim que identificamos a efetividade do story telling marketing, por exemplo – como acontece com a ação desenvolvida pelo jornal New York Times, intitulada “NY Times
Conversations” (www.nytimesconversations.com).Com o vídeo na internet é a mesma coisa: é possível ter um feedback quase que imediato das ações de marketing propostas – especialmente porque o consumidor faz questão de falar. A internet e o vídeo 2.0 permitem ao usuário avaliar se ele gosta ou não do que foi produzido, comentar, trocar impressões com quem já assistiu àquele mesmo vídeo, enviar um link para amigos, viralizar… Tudo ao mesmo tempo agora.É claro que a capacidade de um vídeo se espalhar a uma velocidade vertiginosa na web é um caminho fatal para seu total sucesso ou completa desgraça. Seja como for, é preciso se arriscar e manter a transparência. Da mesma forma que uma marca disponibiliza um vídeo, é preciso dar ao internauta ferramentas para que ele possa discuti-lo e compartilhá-lo. É impensável hoje, com a quantidade de redes sociais disponíveis, uma empresa ignorar essa premissa. Por isso já aconselhava o especialista em marketing canadense Don Tapscott: “Se é para ficar nu, é melhor entrar em forma”.
Para dominar a linguagem e as implicações das ações de marketing que envolvem vídeos na internet é preciso entender, antes de mais nada, que o tipo de experiência procurada pelo internauta na web é diferente daquela que ele busca ao ligar a TV na sala de casa.
Não à toa, os vídeos na web precisam ser mais curtos, por exemplo. Na internet, buscam-se tecnologia e inovação – sempre. E da forma mais sucinta possível. A síntese disso tudo é: o consumidor/internauta precisa ser surpreendido. O vídeo pode até ser simples do ponto de vista técnico (o que não necessariamente pede uma imagem a la Bruxa de Blair), mas uma boa ideia – não só na web – faz toda a diferença na hora da conquista. Assim, o inédito, o ousado, ganha espaço, vira hit.Isso prova que, mais do que o formato, o importante mesmo é sempre o bom e velho conteúdo. Parece um despropósito alertar, mas o vídeo – e isso vale para qualquer plataforma – precisa, antes de tudo, ter uma mensagem. E, mais, precisa conectar o público a ela. É aí que está a parte difícil dessa história toda.Ainda assim, não há dúvidas de que o vídeo é uma das formas mais eficazes de comunicação quando o objetivo é envolver, contar uma história e emocionar. Vale lembrar os vídeos para internet desenvolvidos pela Dove durante a “Campanha pela real beleza”. Hoje as marcas das empresas têm vida, precisam se expressar e criar empatia com seu público. Nada melhor do que a imagem em movimento para garantir essa experiência. É isso o que prega o emotional branding, conceito criado pelo designer francês radicado norte-americano Marc Gobé. Então, para funcionar, a conexão do consumidor com um vídeo de uma marca na internet precisa, além de ser 2.0, ser emocional. Senão, nada feito.Leo Strauss
(leo@tv1.com.br) é diretor de planejamento da TV1 Vídeo.
Sistemas móveis sob ameaça – Marketing Mobile deve pensar na segurança antes de lançar uma campanha com uso de dispositiveis móveis
Aumento do número de operações comerciais e financeiras via celulares e PDAs alerta para a necessidade de proteção de plataformas sem fio» continuação da página 2
Um novo campo para fraudes bancárias e roubo de dados está se abrindo com o avanço da internet móvel e a multiplicação de aplicativos de comércio eletrônico e transações financeiras em celulares e PDAs. E o Brasil, que ainda engatinha na internet em banda larga, e por isso mesmo não sentiu no bolso os ataques a plataformas móveis, pode ser um dos principais alvos de cibercriminosos ainda este ano. De acordo com o gerente de novos negócios da SafeNet, Paulo Viana, o barateamento dos aparelhos e a rápida adesão aos planos 3G devem aumentar drasticamente o número de casos de invasão, vírus e phishing em celulares.
“Os usuários são pouco conscientes e a rede é frágil. Ainda não aconteceu uma tragédia porque a internet 3G e seus aplicativos são pouco usados no Brasil. Mas ao longo de 2009 vai surgir uma imensa quantidade de serviços e com certeza este será um ano crítico para a segurança da informação”, afirma Viana. O executivo acredita que o barateamento e a popularização dos aparelhos de terceira geração também influenciarão a incidência de ataques.
Globalmente, as ameaças já são consideradas um problema grave. De acordo com um estudo da fabricante de antivírus McAfee, no ano passado, foram reportados mais de um milhão de ataques a telefones móveis no mundo, um número que só tende a crescer. “Coletamos esses dados com os fabricantes, mas o número pode ser ainda maior. É muito preocupante, porque se trata de um serviço novo e não percebemos os usuários muito preocupados ainda”, comenta o gerente de suporte tecnológico da McAfee, José Matias.
“Há muitos ataques por SMS, MMS e até invasões por bluetooth. E é mais sério porque tudo isso é uma novidade, portanto, é bem mais fácil ludibriar os usuários”, conta Matias. Ainda de acordo com o estudo, a maior preocupação para 80% dos fabricantes de celulares é justamente com a segurança do usuário que utiliza o aparelho para pagamentos e aplicações bancárias. A pesquisa revela também que 75% deles acredita que o custo com a segurança deve ser arcado pelas próprias companhias.
Segundo o gerente de segurança da empresa americana especializada no setor TippingPoint, Terri Forslof, os usuários de smartphones estão vulneráveis ao mesmo tipo de ataque dos PCs. “Dada a baixa capacidade de processamento dos smartphones, os principais ataques são phishing, roubo de identidade e fraude, semelhante ao que ocorre com usuários de PCs”, compara.
Forslof conta que a empresa patrocina uma competição hacker chamada Pwn2Own, cujo objetivo este ano é quebrar as barreiras de segurança do smartphone Blackberry, um dos mais usados do mundo. “Smartphones têm recebido bem menos atenção no que se refere a riscos de segurança de dados. Sabemos que os ataques evoluirão com os seus usuários-alvo, então temos que evoluir rápido”, diz.
Apesar do alarme, a ameaça ainda não é sentida pelos brasileiros, que conhecem a tecnologia 3G há pouco mais de um ano e ainda não incorporaram em seus hábitos de compra o Mobile Payment, sistema que faz de qualquer celular um cartão de crédito. “Ainda são poucos os problemas com Mobile Payment porque a base ainda é muito pequena, inclusive de pessoas propensas a usar as ferramentas e aí o custo-benefício para o malfeitor é inviável”, diz o líder do programa de segurança empresarial da Unisys Brasil, Leonardo Carissimi.
“É cedo para falar em segurança para essa plataforma no País. Ainda estamos tentando juntar e-commerce com mobilidade”, acrescenta o porta-voz do Google, Carlos Félix Ximenes. No Brasil, as ferramentas que garantirão esse recurso ao sistema operacional para celulares da empresa, o Android, ainda estão sendo desenvolvidas. E assim como acontece em desktops, a vulnerabilidade também é o usuário.
O gerente de segurança da Microsoft Brasil, Djalma Andrade, acredita que mesmo com o aumento da base de usuários e, consequentemente, o número de ataques a celulares, a chave da segurança é o internauta. “Acredito que capacitando o usuário, ele terá uma boa experiência de uso, mesmo com o aumento de ameaças”, comenta. Resta saber se o internauta da era mobile será mais precavido que o do desktop.(J.W.)








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