Flyar | Augmented Reality Twitter Visualization Screensaver
Flyar é um protetor de tela desenvolvido pela YDreams que usa realidade aumentada (augmented reality) e interação de gestos, onde permite que os usuários possam se ver em tempo real rodeados por passarinhos azuis voando em sua direção para entregar os tweets recebidos.
Através de simples movimentos da mão, os usuários podem brincar com o conteúdo virtual “chamando” um pássaro para que ele entregue a mensagem do Twitter. Veja o vídeo de demonstração:
Tecnologia da informação facilita relacionamento com consumidor – estudos
Por Clayton Melo, do IDG Now!
Além de elevar a produtividade, o meio digital altera o contato entre empresas e clientes e coloca a publicidade em estado de alerta.
Imagine a seguinte situação: um corretor recebe um telefonema de um possível comprador de imóveis. Esclarece dúvidas, dá informações sobre os empreendimentos disponíveis, valores e então agenda visitas, para as quais se deslocará de carro. Esse é o modo tradicional de relação entre o setor imobiliário e seus clientes. Agora, pense que esse mesmo contato pode ser feito via internet, por meio de chat ou videoconferência, com possibilidade de o interessado ver pela web os vídeos sobre os imóveis. Para completar, o atendimento pode ser feito durante 24h.
Esse é um pequeno exemplo de como a tecnologia da informação interfere diretamente nos negócios e pode melhorar a produtividade. “Depois que passamos a usar com intensidade a tecnologia da informação em nosso trabalho, reduzimos o custo unitário por venda de 10 mil reais para 3,9 mil reais”, afirma Romeo Busarello, diretor de marketing da construtora Tecnisa. Com os recursos digitais, é possível economizar tempo, mão de obra, custos de logística e telefonia, exemplifica Busarello.
Pode não parecer à primeira vista, mas o caso hipotético da conversa entre o corretor e o cliente ajuda a explicar a razão pela qual o mundo atravessou um período de bonança econômica entre 2003 e o fatídico mês de setembro de 2008, data em que a crise internacional se espalhou pelo mundo.
“A tecnologia da informação elevou o ganho de produtividade das empresas e ajudou a impulsionar as economias no mundo inteiro”, afirma o âncora da rádio CBN e jornalista especializado em economia Carlos Alberto Sardenberg. “A aliança entre a computação e a telefonia alterou todas as atividades econômicas”, reforça o jornalista, que fez essas análises durante o iG Digital Day, encontro realizado nesta terça-feira (28/7) em São Paulo para debater as tendências na publicidade digital.
Macroeconomia
Sardenberg destacou o papel das inovações tecnológicas no desenvolvimento dos negócios ao analisar o cenário macroeconômico mundial. Ele relembra que, quase sem exceções, praticamente todas as economias viveram períodos de brilhante expansão em boa parte desta década. Os EUA e a Europa, por exemplo, cresciam a taxas próximas 3% ao ano, o que, para essas regiões, é um bom resultado. Enquanto isso, a China nadava de braçada na casa dos 10% e os emergentes, entre 6% e 7% – o Brasil registrava índices um pouco menores, mas também atravessava um cenário de expansão.
“Além da tecnologia da informação, contribuíram para esse bom desempenho a globalização e o fim do socialismo – fatores que ampliaram o mercado consumidor internacional -, a posição econômica de relevância adquirida pelos países emergentes, a China e realização de reformas econômicas”, afirma Sardenberg. E em que momento o Brasil entra nesta história toda? “A expansão mundial beneficiou o País, pois aumentou a demanda por produtos que podemos oferecer no mercado internacional, como alimentos, alumínio, cana e álcool”, explica.
A crise financeira internacional esfriou os ânimos mundo afora, mas não minou a economia brasileira. Isso se deve em parte ao fato de que velhos problemas do País se tornaram, na hora do furacão, em aliados. “Não sentimos tanto o impacto da redução do comércio internacional, porque a participação das exportações em nossa economia é pequena, em torno de 14%”. O mesmo raciocínio se aplica ao crédito, o grande vilão do vendaval que assolou o centro do capitalismo.
Publicidade e negócios
Depois de ver dezenas de tabelas e gráficos na apresentação de Sardenberg, a publicitária Fernanda Romano, diretora global de criação para publicidade digital da EURO RSCG, continuou na rota da economia, mas sem recorrer a planilhas de Excel.
Romano endossou as palavras de Sardenberg sobre o impacto das transformações provocadas pela tecnologia digital na economia, especialmente na geografia dos negócios e na forma de produzir e distribuir produtos. “Hoje, falar de geografia é falar de Google Maps. Por meio desse aplicativo, o cliente pode ver os roteiros de viagens e, pesquisando na web, descobre quanto gastará em sua próxima viagem”, explica Fernanda, que trabalha em Londres.
Ela também destaca a colaboração como diferencial competitivo. Como exemplo, cita o Threadless.com. O site comercializa camisetas cujas estampas são feitas pelos próprios internautas. “A pessoa pode imprimir tweets nas camisetas. As estampas são definidas pelos próprios internautas. Quando o usuário tem uma imagem que ele criou escolhida por outro consumidor, ele recebe uma quantia em dinheiro”, diz Fernanda. “Isso demonstra, entre outras coisas, que não é mais sempre necessário ter a atuação de um departamento de criação num projeto.”
Rei Inamoto, diretor global de criação da AKQA, balada agência digital americana, assina embaixo o discurso de Fernanda, mas vai além. Ele não mede as palavras para dizer que a propaganda tradicional está na berlinda. “Não gosto da publicidade e estou convencido de que o consumidor a evita”, diz. “O mercado caminha num outro sentido. Se você criar algo relevante para o consumidor, ele aceitará. A nova ‘publicidade’ terá de levar isso em consideração”.
“O ponto principal para mim é que hoje devemos parar de falar e passar a fazer”. Com essa provocação, Inamoto quer dizer o seguinte: a publicidade, responsável por “falar” e criar os discursos das empresas, está em xeque. De agora em diante, deve-se “fazer”, ou seja, engajar o consumidor em experiências, estimulá-lo a interagir com as marcas no ambiente digital.
Um exemplo dessa tentativa, diz o publicitário, é um projeto desenvolvido por sua agência para a Fiat. A empresa criou o aplicativo Eco:Drive. Trata-se de uma espécie de tocador de música composto de vários outros recursos, como dicas para a pessoa dirigir melhor e, assim, reduzir gastos com combustível. “O aplicativo diz até a quantidade de carbono que você gastará a menos se dirigir do modo correto”. Segundo Inamoto, este é um serviço que, sem trilhar as vias convencionais, fixa a marca da montadora na memória dos clientes.









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