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Business » CBSS cresce 700% e colhe benefícios com e-commerce

06/03/2009

No segundo ano de atuação de seu canal e-commerce, a CBSS – que administra os cartões Visa Vale –, registrou crescimento de 700% no faturamento. Em 2008, o canal web da empresa foi responsável por 36% dos novos contratos Visa Vale fechados no ano.“Os resultados conquistados pelo e-commerce representam justamente a importância estratégica do canal para a empresa. E como a inovação é um dos principais nortes da companhia desde sua fundação, estamos sempre apostando em processos dinâmicos e diferenciados, por isso o investimento constante em ferramentas web”, afirma Paulo Frossard, diretor-executivo comercial, marketing e produtos da CBSS.“Neste mês, lançaremos a contratação do gerenciamento de vale-transporte pela internet. Esperamos replicar o sucesso do canal também para esse serviço”, completa. “Hoje incorporamos o DNA do varejo virtual. Acompanhamos os resultados e promovemos ações táticas e direcionadas para a conquista de novos contratos pela web diariamente”, declara Fabio Frazão, gerente de e-Business da CBSS, área criada em março de 2008.

Fonte:B2B Magazine


Grandes lojas entram na internet

O faturamento médio anual de R$ 8,2 bilhões do comércio eletrônico está atraindo grupos varejistas como o Wal-Mart do Brasil e Casas Bahia

Carla Seixas
cseixas@jc.com.br

É de olho no faturamento médio anual que já alcança a casa dos R$ 8,2 bilhões, segundo dados do e-bit de 2008, que as empresas investem cada vez mais no comércio eletrônico. Grandes redes do varejo tradicional estão abrindo lojas na tela do computador. Só para mensurar o quanto esse mercado está se tornando atraente, mesmo aqueles grupos que têm uma boa capilaridade no País passaram a estrear nos últimos meses na internet. Na lista das gigantes estão empresas como Wal-Mart do Brasil e Casas Bahia. Tanto interesse está atrelado a um crescimento de vendas que chega a ser o triplo do varejo convencional.

Entre as explicações para um saldo cada vez mais positivo estão a inclusão digital – incentivada pelo governo – e a bancarização – que facilitou consideravelmente o processo de quitação das compras online. Para a estudiosa no assunto e uma das professoras da Fundação Instituto de Administração (FIA) Patrícia Vance, a comercialização de computadores para consumidores das classes C ou D levou empresas como a Casas Bahia, por exemplo, a olharem para esse nicho de mercado com mais atenção. “Trata-se de um público que dependia muito do crédito direto da loja para comprar. Com a bancarização, isso foi alterado. Quem imaginava, por exemplo, as Casas Bahia entrando nesse mercado de vendas online ?”, reforça ela.

A empresa – conhecida nacionalmente pela farta campanha publicitária de preços baixos – lançou no último dia 2 o site para oferecer, nas 24 horas do dia, itens como geladeiras, aparelhos de TV e de som. O investimento foi de R$ 3,7 milhões e a expectativa é que responda por 2% do faturamento da empresa toda. Por ora, informam os integrantes, a ideia é atender apenas nas praças onde a rede já tem loja, o que não inclui Pernambuco nesse primeiro momento.

PREVISÃO

Patrícia Vance alega que, apesar do ano de crise que se desenha para a economia global, e sendo a internet um dos maiores símbolos da globalização, vai ser no comércio eletrônico que o varejo pode ter os melhores resultados. Parte disso se deve, claro, ao fato de ser um meio com bases menores do que os convencionais, tendo, claro, espaço para crescer. “Em 2008 o resultado foi 30% superior ao de 2007. Esse mesmo ritmo é esperado para este ano”, diz Patrícia. Já o varejo tradicional acumulou vendas 9,1% maiores em 2008. O varejo online é cada vez mais usado pelas classes mais baixas. “Em 2005, 31% dos que compravam pela internet tinham renda familiar de até R$ 3 mil. O último dado referente a 2008 mostrou que esse indicador já é de 46%”, ressalta ela.

O vice-presidente de E-commerce do Wal-Mart – empresa que passou a disputar o internauta-consumidor desde o final de 2008 – Carlos Fernandes, lembra que umas das exigências desse mercado é a agilidade na hora de reagir a concorrência. “Imagina a complexidade para alterar um preço de um produto na loja. No comércio eletrônico isso é bem mais rápido, o que reforça a concorrência. Mas mantemos na internet a mesma política das lojas que é a de colocar o melhor preço”, diz. No Wal-Mart a expectativa é que as lojas virtuais também tenham um ritmo de crescimento mais acelerado do que a expansão do setor convencional. Este ano a meta é vender CDS, livros e DVS no meio virtual.

No Extra.com a expectativa é que até 2010 os investimento totalizem R$ 40 milhões na área. Agora, o desafio é reduzir o tempo de entrega dos produtos. Hoje, no Nordeste, em alguns casos é possível receber o pedido em um dia. Por ora, quem ainda está fora desse mercado, quando se analisa as grandes redes de varejo, é o Carrefour. O site funciona como um canal de relacionamento, mas sem possibilidade de compras. Mas está nos planos da empresa fisgar parte da fatia desse mercado em breve.

Para a consumidora Liana Bezerra, o meio é prático e seguro. “Costumo comprar muitas coisas na internet. Nunca tive problemas com entrega, por exemplo”, diz ela que atua como supervisora de uma empresa de tecnologia. “Até as compras de alimentos e do material de limpeza do escritório eu faço pela internet. É prático e poupa um tempo que antes eu gastava na fila do supermercado”, conta.

http://jc.uol.com.br/jornal/2009/02/23/not_320444.php


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