E-commerce e a Terceira Idade
Publicado em abr 22nd , na seção Artigos, Comércio Eletrônico , por Diretório E-Commerce
O comércio eletrônico e a melhor idade
Quando pensamos em internet, logo temos a imagem de um jovem em frente ao computador navegando em redes sociais, fazendo compras online, pesquisando e, principalmente, alinhado com a tecnologia e suas novas tendências. Essa imagem, no entanto, faz parte de um passado recente da web e já não é totalmente verdadeira. Faz algum tempo que a internet deixou de ser um canal apenas para os jovens. Tanto é verdade que hoje em dia já é possível imaginar uma pessoa de idade como personagem principal no cenário descrito acima.
Com a evolução digital e o crescente número de informação disponibilizada no ambiente virtual, podemos afirmar que, nos dias de hoje, o idoso já apresenta um comportamento muito mais sociável que a de outras gerações pré-web. De acordo com estudo levantado pela e-bit, 9% dos e-consumidores que afirmaram terem sido influenciados por alguma rede social no momento da compra tinham entre 50 e 64 anos.
Esse número aponta uma crescente tendência em pessoas mais “experientes” conectadas às tão famosas mídias sociais. Um grande fator de influência desse fenômeno pode começar dentro da própria família, já que seus filhos e, principalmente, netos, podem ser presenteados com mimos digitais em alguns sites já consagrados na web, como o Club Penguin, Farmville, além de receber créditos em games online, como no site americano Steam.
As pessoas de mais idade também podem se beneficiar dos meios de comunicação existentes na internet, já que, com o fenômeno das redes sociais, é possível estar mais perto de seus familiares, compartilhando vídeos e fotos, fazendo novas amizades, mesmo que enfrentando problemas de locomoção ou instaladas em clínicas de saúde e hospitais.
Os recentes lançamentos de aparelhos tecnológicos também dão reforço para o público de mais idade ingressar no meio digital. Os famosos Tablets, como o Ipad, são fáceis de usar e possuem ótima usabilidade, operando como computadores em forma de prancheta, sem teclado e com tela sensível ao toque, permitindo aumentar o tamanho das letras e imagens. Com essas vantagens e facilidades, torna-se ainda mais simples o “e-idoso” aderir ao universo virtual.
Já quando o assunto é compras virtuais, os consumidores mais maduros já têm uma forte participação comprovada por números. Segundo dados da e-bit, atualmente 25% dos e-consumidores informam ter mais de 50 anos. Em 2001, esse número era de 10%, o que pode transmitir uma maior confiança desse público em fazer suas compras pela internet, além de não precisarem se locomover ou passar por situações cansativas ou de stress ao saírem de casa para comprarem seus produtos. Esta participação deve continuar crescendo na próxima década, acompanhando a mudança da pirâmide etária brasileira.
Não restam dúvidas que a solidão enfrentada pelas gerações de idosos pré-web pode estar com os dias contados com a chegada da “e-velhice” oriunda da evolução digital. A internet e o comércio virtual passarão por diversas mudanças e novas tendências surgirão aliadas ao poder de comunicação dos usuários em redes sociais e outras ferramentas que ainda serão lançadas. Nesse cenário repleto de expectativas, uma coisa é certa: Os usuários mais velhos estarão a todo pique acompanhando essa corrida. E você, jovem? Acompanha?

Fonte: Blog do E-Commerce
Estado na briga pelo e-commerce
Publicado em 20.10.2010
Com incentivos fiscais, governo de Pernambuco tenta atrair a gigante B2W, criada a partir da fusão dos sites de compras Americanas.com e Submarino
Giovanni Sandes
gsandes@jc.com.br
Os bilhões de reais e o crescimento anual forte, de dois dígitos, das compras pela internet fizeram Pernambuco se escalar para virar um polo regional do comércio eletrônico. A base dessa estratégia é um decreto publicado ontem, que traz incentivos fiscais para a atividade. O Estado quer atrair várias empresas, mas a primeira “cantada” tem endereço certo: a gigante B2W Companhia Global de Varejo, que surgiu da fusão, em 2006, entre a Americanas.com e o site de compras Submarino.
Com o incentivo fiscal, as vendas eletrônicas para fora do Estado, via internet ou telemarketing, terão uma carga tributária estadual de 2%. O benefício já vale a partir do próximo dia 1º. Segundo o secretário-executivo da Receita Estadual, Roberto Arraes, a operação da B2W a partir de Pernambuco está “em estágio avançado de negociação”.
A menção no decreto estadual a vendas por telemarketing se justifica porque a B2W detém ainda, entre outras marcas, a Shoptime, conhecida por seus anúncios na televisão, que convidam o consumidor a fechar o negócio por telefone.
Considerando apenas as vendas fechadas pela internet, no entanto, é possível compreender o interesse do Fisco de Pernambuco e de outros Estados pelos lucros nada virtuais. Segundo a Forrester Research, empresa de pesquisa independente e listada em bolsa, o comércio de produtos pela rede, no Brasil, era de R$ 2,8 bilhões em 2005 e deve chegar a R$ 12,8 bilhões este ano, uma média robusta de 38% de crescimento anual.
Os benefícios fiscais pernambucanos para que empresas do ramo venham faturar suas vendas a partir do Estado parecem uma grande sacada, mas na verdade se trata de uma reação a uma briga sem fim. As Fazendas de todo o País brigam por uma fatia do bolo dessas receitas do comércio virtual e da falta de uma regra uniforme para a divisão dos impostos cobrados em cima dessas vendas.
Roberto Arraes comenta que a Constituição Federal de 1988 prevê que o dinheiro dos tributos fique no Estado de origem, o lugar de onde saem as mercadorias. O problema é que a grande maioria das empresas que vendem pela internet tem base em São Paulo, onde são faturadas as vendas e os impostos são recolhidos.
Dentro do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne o pessoal do Fisco de todos os Estados e do governo federal, a briga ainda é grande, embora tenha diminuído temporariamente porque os governos esperavam algum avanço da reforma tributária, em 2009. Como não houve acerto, a disputa generalizada voltou.
A Paraíba, por exemplo, saiu na frente de Pernambuco e já oferece um benefício fiscal que resulta em uma carga tributária de 1% sobre mercadorias vendidas para outros Estados.
Dentro do Confaz, no início deste ano, Pernambuco apresentou uma estimativa de R$ 35 milhões em perdas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nessas vendas, só no ano passado, com uma projeção de uma frustração de recolhimento de imposto 30% maior este ano – um dinheiro que agora deve pelo menos começar a entrar no caixa estadual.
Governo prevê alta de 20% na arrecadação
Publicado em 20.10.2010
Pernambuco prevê uma arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 20% a 22% maior este ano do que no ano passado. O número, que representa um crescimento forte, é calculado com base no recolhimento de R$ 6,7 bilhões em ICMS no ano passado e foi revisto mais de uma vez, ao longo do ano.
Segundo o secretário-executivo da Receita, Roberto Arraes, o aumento expressivo no recolhimento de ICMS compensa uma frustração em outras fontes de recursos, que têm crescido, porém menos do que o esperado: o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). “Teremos um forte crescimento na arrecadação, o dobro do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, sem aumento da carga tributária. Temos buscado maior eficiência na arrecadação”, comenta Roberto Arraes.
Segundo ele, além do avanço da economia em Pernambuco, aquecida por canteiros de obras gigantes e pela construção civil, principalmente, ações de inteligência do Fisco têm incrementado o caixa estadual. Arraes destaca a criação de diretorias regionais da Secretaria da Fazenda, com maior proximidade do contribuinte, inovação tecnológica e tratamento das diferentes bases de dados sobre transações de empresas e também a adoção da substituição tributária.
Além das medidas preventivas e de monitoramento, Roberto Arraes cita ainda um forte avanço na fiscalização. “Tivemos um crescimento das ações presenciais. A média até 2008 era de 6.500 ações por ano. Em 2009, tivemos 10.300. Este ano, devemos fechar em 12 mil ações”, reforça.
GOVERNO FEDERAL
O forte desempenho econômico brasileiro mantém em alta a arrecadação no País. Em setembro, o recolhimento de tributos não só bateu recorde histórico para o mês, ao atingir R$ 63,419 bilhões, como também apurou a maior taxa de crescimento real do ano, 17,68%. A tendência daqui para frente, no entanto, é de desaceleração.
De janeiro a setembro deste ano, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal do Brasil, a arrecadação de impostos somou R$ 573,604 bilhões – um recorde para o período –, o que representa uma expansão real de 13,12% em relação ao mesmo período de 2009 (R$ 483,570 bilhões). A estimativa da Receita é que esse número recue gradualmente, fechando o ano entre 10% e 12%.
Jornal do Commercio – 20.10.2010








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