Intitulado “The medium is the message”, estudo analisou as mudanças no comportamento do consumidor de revistas com a digitalização e traçou qual deve ser o caminho adotado pelas editoras e grandes agências de publicidade

Os meios online parecem ter consolidado seu modelo de negócio em relação aos ingressos publicitários. Isto é o que revelou um informe da consultoria Pricewaterhouse&Coopers sobre as revistas na era digital, que mostrou ainda que, em relação às revistas convencionais, as digitais terão dez vezes mais inserções publicitárias nos próximos quatro anos.

Intitulado “The medium is the message” (O meio é a mensagem), o estudo se dividiu em três partes: a primeira analisou as mudanças no comportamento do consumidor de revistas, a segunda traçou qual deve ser o caminho adotado pelas editoras da indústria, e a terceira forneceu uma visão sobre como as grandes agências de publicidade estão respondendo à digitalização do mercado de revistas, que alcança globalmente um faturamento de 50,4 milhões de euros e, em 2012, deverá crescer cerca de 19%, chegando a atingir os 59,8 milhões de euros, segundo revelou o informe.

Todas as conclusões tiradas a partir do estudo basearam-se no que revelaram mais de cinco mil consumidores, editores e executivos da área em entrevistas realizadas pela consultoria, apoiados por relatórios da indústria e análises feitas ao longo do ano.

O certo é que os leitores estão mudando da mídia tradicional para a digital, ainda que a maneira pela qual estejam fazendo isso varie de acordo com a idade, gênero e nacionalidade. A tendência é de que haja uma inversão: ainda que a maioria dos consumidores continuem preferindo ler revistas impressas, 60% deles revelaram que nos próximos cinco anos investirão menos tempo em ler revistas no papel e mais em acessar o conteúdo disponível na internet.

No entanto a maior parte deles apontou que pagaria menos da metade do preço de uma revista impressa para ter acesso ao conteúdo digital. A pesquisa apontou ainda que 41% dos homens estariam dispostos a pagar pelo conteúdo, enquanto somente 29% das mulheres desembolsariam uma quantia para isso.

Marieke Van Der Donk, da Pricewaterhouse da Holanda, aponta que este é o momento em que os editores de revista devem adotar novas estratégias e encontrarem novas maneiras de obterem lucros. De olho nesta tendência, nos Estados Unidos e no Reino Unido boa parte dos editores esperam que mais de 20% de seu lucro total seja gerado das plataformas digitais nos próximos cinco anos.

Assim como o jornalismo, a publicidade também passa por um processo de transformação provocado pela digitalização, que obriga os executivos a terem objetivos diferentes dos que tinham com a publicidade convencional. Neste cenário, a pesquisa apontou que a publicidade nas revistas online deve crescer dez vezes mais do que a destinada à publicidade convencional, até 2012, e no que se refere ao consumidor, mais da metade dos entrevistados reprovam a intromissão dos “pop-ups”, mostrando-se muito mais receptivos à publicidade feita por meio de marketing direto digital e através de e-mails e banners.

Muitas agências já estão fazendo ajustes, uma vez que é mais que evidente o fato de que a mídia digital requer modelos de negócio diferentes dos desenvolvidos para os meios tradicionais. Um exemplo citado no informe da Pricewaterhouse, é de que nos Estados Unidos a maioria dos executivos esperam que os publicitários lhes ofereçam soluções para diversas plataformas, e que a maioria dos anúncios desenvolvidos para mídia impressa atualmente já são parte de uma pacote multimídia.

Atenciosamente,

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