A crise mundial acelerou os impactos da internet sobre os meios tradicionais de comunicação. Esta semana, o editor do jornal britânico Financial Times, afirmou que a maior parte das empresas jornalísticas estarão cobrando por seu conteúdo na internet em menos de um ano, segundo o jornal El País.

A afirmação foi feita durante o evento Media Standards Trust, na Academia Britânica.

"Ainda não dá para saber como esses modelos de pagamento online vão funcionar e quanto de receita eles podem gerar", disse Barber, segundo o jornal The Guardian. "Mas prevejo confiantemente que, nos próximos 12 meses, quase todas as organizações noticiosas estarão cobrando por conteúdo."

O magnata da mídia Rupert Murdoch pensa de maneira parecida com Barber. Em maio deste ano, Murdoch afirmou que planeja estender o modelo de cobrança do Wall Street Journal para os outros jornais que controla. Ele classificou como um modelo de negócios "falho" os sites gratuitos de jornais.

O FT.com, site do Financial Times, tem mais de 1,3 milhão de usuários registrados, que consultam notícias de graça, e mais 110 mil pagantes.

O site deixa os usuários não registrados lerem três notícias por mês de graça. Os registrados têm direito a dez. Para ter acesso ilimitado, é preciso pagar. Segundo Barber, o Financial Times foi pioneiro no conceito de "modelo de frequência", dando acesso a um número limitado de notícias na rede, antes de pedir aos usuários para se tornarem assinantes.

"Os jornais especializados como o nosso correm com vantagem, já que nossas notícias muitas vezes não se encontram em outros meios. É preciso ser diferente dos demais", disse Barber, de acordo com o El País. "Muita gente acredita que a internet está acabando com o jornalismo, mas eu a vejo como uma oportunidade de fazer as coisas melhor."

O norte-americano The New York Times planeja começar a cobrar pelo seu conteúdo nas próximas semanas.

Para Barber, a cobrança por conteúdo é essencial em momentos como este, de queda de publicidade. "Estamos conseguindo receitas sustentáveis e crescentes, como resultado de nossa estratégia de cobrar por conteúdo global de nicho e de qualidade – o que é essencial em um momento de publicidade mais fraca", disse o editor.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, citando agências internacionais, leia aqui.

 

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