da Folha Online

A geração MySpace tem mais aptidão para descrever a si própria por meios on-line do que em encontros presenciais. A dedução foi feita a partir de resultados de uma pesquisa conduzida pelo braço britânico do site de relacionamentos, divulgada nesta segunda-feira (10).

De acordo com o jornal britânico "The Telegraph", no que se refere à vida real, 72% dos jovens disseram que se sentiam "desanimados", e que tampouco se sentem ajustados a algum grupo social específico.

Heino Kalis/Reuters

Jovens preferem se expressar por meios on-line do que na vida real, afirma pesquisa

Jovens preferem se expressar por meios on-line do que na vida real, afirma pesquisa

As pessoas jovens buscam refúgio da realidade no ciberespaço, diz o periódico, com mais de um terço se sentindo mais habilitado a falar de si próprio por meio de ferramentas on-line do que no mundo real, e que seus amigos on-line têm mais conhecimento acerca deles do que os contatos com os quais se relacionam off-line.

Ainda de acordo com os resultados da pesquisa, 82% disseram transitar entre quatro ou mais grupos distintos de amigos na vida real, e também informaram encontrar, cada vez mais, dificuldades para serem aceitos.

Como um indicativo do quão perto esta dificuldade em relacionamentos pode chegar da vida real, 43% dos entrevistados nomearam um bom grupo de amigos como o fator mais importante para a sua felicidade no futuro.

Dinheiro foi o último item avaliado como felicidade futura, com família, saúde e amigos avaliados como mais importantes.

O estudo nos mostra, de forma ampliada, como as pessoas jovens estão usando [a ferramenta] on-line como uma forma de explorar e delinear suas próprias identidades."

Mas a ONG Sociedade Nacional de Prevenção à Crueldade com Crianças (NSPCC, na sigla em inglês) alerta para os perigos do bullying on-line. "A tecnologia pode conduzir a novas alternativas de se fazer amigos. Mas também pode ser convertida para o mau uso que deixam crianças vulneráveis ao bullying e abuso, utilizando este tipo de mídia", disse o diretor da NSPCC, Phillip Noyes.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u607662.shtml

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