Abertura de privacidade em redes sociais e análise de hábitos precisam ser mais bem exploradas pelas empresas. É o que sustenta o ex-cientista-chefe da Amazon, o alemão Andreas Weigend, um dos palestrantes do Fórum Mundial de Marketing e Vendas da HSM

Mariana Ditolvo

18/08/2009 – 20:36

Uma das mentes pensantes por trás do sucesso do Amazon.com, o alemão Andreas Weigend, esteve nesta terça-feira, 18, no ciclo de palestras do primeiro dia do Fórum Mundial de Marketing e Vendas da HSM, em São Paulo. Ex-cientista-chefe da empresa inaugurada por Jeff Bezos,Weigend defende a utilização dos dados dos consumidores, que cada vez mais se abrem por meio da internet e tornam públicas informações antes guardadas sob extrema confidencialidade.

Segundo o executivo, que hoje presta consultoria para grandes empresas, essa abertura do consumidor, porém, tem um objetivo e um preço: as empresas têm de oferecer a eles o que eles desejam. "Os dados são colocados à disposição de maneira voluntária, mas cada vez mais o cliente preza por um produto de qualidade e atendimento exemplar", diz.

Para Weigend, um bom exemplo de como extrair ao máximo as possibilidades de interação e de colaboração com e entre os consumidores é a própria Amazon, que logo no começo das operações prezava por analisar os rastros deixados pelos visitantes de suas páginas e, sobretudo, incentivava a troca de informações entre os internautas. "Hoje, as pessoas confiam muito mais no que os outros internautas têm a dizer. Se alguém comprou um livro que é do meu interesse e eu vejo que, nessa mesma compra, esse alguém fez outra aquisição, vou ver se aquilo também me interessa. Assim, começa uma cadeia de indicação e de consumo com base em opiniões, hábitos de compra e consumo", conta.

"O segredo não é trabalhar apenas para vender um produto, mas sim ajudar as pessoas que navegam pela internet a tomarem decisões de compra", acrescenta Weigend. Na Amazon, de acordo com o especialista, permitir a indicação por parte dos internautas e abrir espaço para compartilhamento de informações foram atitudes que fizeram crescer entre 10% e 25% o total de vendas. "Isso é o que chamamos de inteligência coletiva. As empresas agora precisam aprender que esse feedback natural trazido pela internet deve ser aproveitado em favor de suas marcas. Hoje qualquer um tem acesso aos desejos mais secretos de milhões de pessoas. O mercado precisa aproveitar o contato e fazer negócios", sustenta.

http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo/?Mais_atencao_aos_dados_do_consumidor_na_web

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