Idéias divergentes, mas que de certa forma cada uma tem seu peso, eu prezo por um foco aberto de todo conteúdo na grande rede, afinal, as novas gerações não só mais fazem uma coisa de cada vez, como seus pais que ou só liam os jornais, ou apenas assistiam a TV, estão realizando diversas tarefas ao mesmo tempo, jogando, lendo, estudando, escutando musica e acessando a Internet. Eu particularmente quando perco algum programa procuro de imediato na TV responsável pelo conteúdo ou no youtube auqele determinado programa, fico frustrado quando não encontro de nenhuma forma esse material.

E quando pensamos na forma de comercializar esses conteúdos disponíveis na WEB, por que não colocar um selo no vídeo, ou uma breve abertura ou encerramento de alguma empresa que queria se relacionar com o público que verá aquele conteúdo, seria algo bem direcionado e com mensuração de retorno de audiência bem eficaz, mais uma forma de se fazer publicidade.

Rogério Angelim

 

 

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

Publicada em 03 de setembro de 2009 às 07h00

Emissoras criam portais próprios para reaproveitar programação na web, mas divergem sobre transmissão de sinal ao vivo.

TV_na_web_88Enquanto as empresas de internet reforçam produção de conteúdo audiovisual ou investem no licenciamento de material de grandes produtores, como demonstrou reportagem do IDG Now! da quarta-feira (2/9), as redes de TV no Brasil veem a internet como meio para prolongar a vida útil  da programação exibida originalmente na televisão aberta.

A razão que move as emissoras é a mesma que leva os portais a investir em  vídeo: a demanda  na web por esse tipo de conteúdo no Brasil cresce a passos largos – aumento de 22% na audiência em julho, segundo dados da consultoria Ibope Nielsen Online – estimulada pela maior penetração da banda larga no País.

O Brasil começou 2009 com 11,8 milhões de conexões de banda larga, praticamente o dobro da marca de 6 milhões registrada há menos de dois anos pela pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga, realizada pela consultoria IDC Brasil.

A oportunidade de negócios fez com que, no ano passado,  Rede TV!, SBT, Bandeirantes e Cultura lançassem projetos para a internet, enquanto a Globo aprofundou sua estratégia na rede. Em linhas gerais, no entanto, a estratégia adotada vai além de veicular trechos da programação em serviços como o YouTube.

Com exceção da TV Gazeta, que não reaproveita vídeos da sua grade na rede,  a atuação dos canais de TV aberta na internet segue o mesmo caminho: ter um portal próprio no qual programas são repartidos e reproduzidos com ferramentas sociais básicas.

Globo.com é inspiração
O modelo básico segue estratégia adotada pelo Globo.com, veículo pioneiro na transição entre televisão e internet no mercado brasileiro. O portal serve como uma plataforma pela qual conteúdo das Organizações Globo ( oferecidos  na íntegra ou parcialmente em diferentes mídias) são reaproveitados.

O Globo.com assumiu em 2003 a atual estratégia de misturar conteúdo inédito produzido pelo canal online – visão aprofundada pelo lançamento do G1, em setembro de 2006 – com trechos da programação de veículos das Organizações Globo (além da TV Globo, o canal pago GloboNews, as rádios Globo e CBN, os jornais O Globo e Diário de São Paulo e as revistas Época e Globo Rural).

Tanto a Rede TV! como a Band trilham os passos do Globo.com. O posicionamento semelhante é percebido na forma de organizar o conteúdo – os três contam com quatro categorias básicas na página principal (jornalismo, entretenimento, esportes e vídeos).  As semelhanças ocorrem também na questão visual. A navegação baseada em cores, utilizada primeiro pela Globo.com, é replicada no eBand (lançado em 13 de julho) e no RedeTV.com.br (lançado em 30 de junho).

Alheio ao formato “vídeos da TV+conteúdo próprio”, o SBT colocou no ar sem nenhum alarde em setembro de 2008 uma ferramenta chamada Vídeos, rebatizada para SBT Vídeos no primeiro semestre desse ano. No espaço,  a empresa de Sílvio Santos concentra “boa parte” da sua programação, segundo a assessoria de imprensa da emissora.

A Rede Record prepara um portal, chamado de R7 e com previsão de lançamento para 27 de setembro.  A estratégia deverá seguir a receita do Globo.com de misturar conteúdo próprio com programação do canal de TV . “O R7 será a porta de entrada para a exibição de conteúdo em vídeo, seja ele transmitido pela TV ou de produção exclusiva do portal”, adianta o gerente de desenvolvimento de web da Rede Record, Cláudio Henrique Bruna.

A estratégia focada em vídeos descrita por Cláudio já havia sido iniciada pela Record com o Mundo Record, serviço de vídeos (chamado pelo executivo de “experiência temporária” usada como “termômetro para medir a aceitação do telespectador”) que congregava trechos de programas da TV Record e da Record News. O site saiu do ar em razão da emissora ter criado seu canal no YouTube.

Distribuição por portais e YouTube

Os canais próprios, porém, não restringem a distribuição online de conteúdo dos canais de TV – episódios dos reality shows A Fazenda ou Ídolos, da Record, podem ser vistos na TV iG e na TV Terra, enquanto o material noticioso da BandNews é replicado também no serviço do Terra e na TV UOL.

O próprio uso do YouTube, seja pela Record ou pela Bandeirantes, que vem costurando um acordo com o Google Brasil, indica como os portais centralizam, mas não restringem a reutilização do conteúdo online. “Nós mesmos vamos colocar a programação em nosso canal no YouTube, com alta qualidade de som e imagem”, explica o diretor de negócios online da Bandeirantes, Ricardo Anderáos.

Quem segue estratégia similar é a TV Cultura, que também negocia com o Google um canal próprio no YouTube e trabalha para finalizar o centro de mídia que deverá equiparar o canal da Fundação Padre Anchieta a todos os outros  descritos nesta reportagem.

A rabeira do setor não é amargada pela TV Cultura em função do seu pioneirismo na transmissão ao vivo do programa de entrevistas Roda Viva, que ecoa a transmissão ao vivo do Vitrine, em 1997, quando sua apresentação ainda era responsabilidade do apresentador Marcelo Tas. “Tratava-se de uma transmissão experimental. O mercado não tinha nem banda para acompanhar um programa ao vivo pela internet", explica o coordenador do núcleo de novas mídias da Fundação Padre Anchieta, Ricardo Mucci.

O avanço na atual infraestrutura fez com que, desde outubro do ano passado, a TV Cultura começasse a transmitir ao vivo a gravação do Roda Viva em seu IPTV Cultura, projeto que deverá transmitir outros programas da grade, como Vitrine, Metrópolis e No Ponto, nos próximos dois meses. O objetivo de retransmitir toda a programação, assim como lançar um centro de mídia que congregue conteúdos do canal, segundo Mucci, esbarra em questões jurídicas sobre a exploração do conteúdo em outras mídias que não a televisão.

A polêmica sobre a  transmissão ao vivo
A transmissão oficial do sinal ao vivo de TV é uma ideia que a Rede TV! coloca em prática desde o final do junho. “É uma tendência de mercado. Quanto mais espectadores, melhor para o veículo. Estamos sentindo que as pessoas assistem a atração na TV e a veem novamente na internet”, explica o superintendente de operações do canal, Kaled Adib. A certeza do executivo, porém, não é compartilhada pelos outros canais ouvidos pelo IDG Now!.

Quem tem o argumento mais contundente é o diretor geral da Globo.com, Juarez Queiroz, cujo portal tem o crescente hábito de transmitir competições esportivas na web simultaneamente à TV. “O que aconteceu com o Speedy? A rede brasileira de internet não foi desenhada e não tem capacidade para escoar o volume de produção de vídeo ao vivo”, afirma Queiroz, relembrando os seguidos problemas de instabilidade sofridos pelo serviço de banda larga da Telefônica.

Após dois meses proibida de vender novas assinaturas do Speedy pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Telefônica foi liberada para comercializar o serviço em 26 de agosto.

“O potencial de mercado que isso tem é relativamente limitado. Em casa, você tem uma tela maior e está em posição mais confortável. Não acho que seja um diferencial quando se tem o mesmo sinal no celular ou na TV”, afirma Queiroz. Cláudio, da Record, adota o mesmo tom. “O formato de transmissão simultânea ainda está se consolidando. Entendemos que apenas codificar o sinal e transmiti-lo via internet não é a melhor opção de entrega de conteúdo”. A Bandeirantes também não tem planos de seguir o modelo, confirma Anderáos.

Queiroz defende uma transmissão seletiva de eventos, citando o caso da veiculação ao vivo e de graça dos jogos da Copa das Confederações deste ano, após a exibição fechada da Copa do Mundo em 2006. “Há eventos que fazem sentido, como os que são realizados ao longo do dia, quando pessoas não estão em casa”.  Como exemplo, Queiroz cita coberturas jornalísticas que justifiquem a liberação do streaming ao vivo do canal pago Globo News, como acidentes aéreos ou escândalos políticos.

 

http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/09/02/redes-de-tv-levam-briga-da-audiencia-para-a-internet/paginador/pagina_2

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