Bob Schukai, VP da Turner, diz que número de aparelhos pré-pagos pede revisão do modelo de negócio para o mobile marketing

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Jonas Furtado
02 de Setembro de 2009 às 16:15

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Na palestra de abertura dos seminários da tarde desta quarta-feira no ProXXIma, Bob Schukai, vice-presidente de tecnologias Wireless e Broadband da Turner Broadcasting System, examinou as quatro principais ferramentas de mobile marketing (aplicativos, mensagens, banners e conexão por bluetooth) sobre três aspectos: alcance, complexidade da solução e possibilidade de rastreamento.

Para Schukai, a quantidade de dados que pode ser obtida pelo conjunto é imbatível e a capacidade de rastreamento é o que mantém o mercado em evolução. "Não há outro meio que possa oferecer tantas informações úteis sobre o usuário para os anunciantes", exaltou. Mas o VP da Turner afirma que ainda é preciso determinar parâmetros para a atividade. "Ainda não conseguimos estabelecer a moeda corrente do mobile marketing. Não sabemos ainda como e o que valorizar entre as informações colhidas", admitiu.

Mercado brasileiro precisa estimular acesso
Schukai divide as ações publicitárias para celulares em dois momentos distintos, um antes e outro depois do lançamento do iPhone. Segundo ele, o mercado americano era um dos mais atrasados do mundo para o mobile marketing até a entrada da empresa de Steve Jobs no trade. "A Apple transformou essa realidade ao se voltar para os desejos do consumidor", analisou.

A afirmação serve como alento para uma outra constatação do executivo. "O mercado brasileiro de hoje é muito similar ao da Europa há sete anos", comparou. "O problema é que a tecnologia desenvolve-se muito mais rápido do que os modelos de negócios". Sobre o fato de 80% dos aparelhos em uso no Brasil serem pré-pagos, o que indica custos altos para os usuários acessarem conteúdos via celular, Schukai disse que é preciso dar um novo encaminhamento ao mercado.

"É necessário que haja um rompimento, que pessoas experimentem algo diferente e ofereçam downloads gratuitos em modelos patrocinados", sugeriu. "Essas pessoas têm que ser ensinadas a fazer mais com seus aparelhos do que apenas ligações telefônicas. Temos que dar a elas um primeiro gosto de assistir a um clipe de música, por exemplo."

http://www.mmonline.com.br/eventos/proxxima/2009/noticia/A_defasagem_do_mercado_mobile_brasileiro

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