O Ministério da Saúde da China proibiu o uso de castigos físicos para curar o vício da internet em adolescentes, meses depois que um garoto foi espancado até a morte em um acampamento de reabilitação.

Os pais chineses buscaram ajuda de mais de 200 organizações que oferecem tratamento para "enfermidades", conforme aumentam os alertas do governo sobre hábitos poucos saudáveis da juventude de navegar pela internet durante períodos excessivos.

Muitos desses campos estão impregnados de uma atmosfera militar. Os pacientes são obrigados a substituir horas diante do computador por exercícios físicos árduos ou mesmo "tratamentos" mais extremos.

"Ao intervir para evitar o uso impróprio da internet, deveríamos proibir estritamente a restrição da liberdade pessoal e os castigos físicos", disse o ministério em um guia de como menores de idade devem usar a internet.

A morte de Deng Senshan, de 15 anos, em agosto, horas depois de ter entrado em um acampamento de reabilitação de internet na região de Guangxi, no Sudoeste da China, provocou polêmica no país.

Dias depois, outro adolescente, Pu Liang, foi levado ao hospital com água nos pulmões e deficiência renal após ataque similar na província de Sichuan.

Em julho, o governo chinês já tinha proibido a terapia com eletrochoque para tratar o vício da internet, depois de relatos da imprensa sobre um psiquiatra polêmico que "administrou" correntes elétricas em cerca de 3 mil adolescentes.

Agora, o governo diz que não é preciso cortar o uso de internet de vez: "As pessoas devem usar a rede de modo saudável".

As informações são da Veja.Com, citando Reuters.

 

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