Social game permite cumplicidade

As marcas já estão atentas a essa novidade, mas é fundamental tomar alguns cuidados para não investir nesse novo canal por modismo. Conheça as características dos social games.

As mídias sociais não param de crescer e um estudo divulgado pela IBM prevê que, até 2012, elas vão comportar mais de 800 milhões de usuários cadastrados. A consequência dessa evolução expressiva para a comunicação mercadológica é o surgimento de novas ferramentas e canais de comunicação, que permitem maior interatividade entre marca e consumidor. Como o social game, a novidade que já virou febre entre alguns anunciantes.

Mas não basta apenas desenvolver um jogo para ser considerado como uma ação de social game. Para isso, precisa ser estruturado e baseado nas plataformas sociais, com regras contextuais, por meio das quais os usuários interagem com outros usuários (multiplayers) de maneira casual. O artigo “What Exactly are Social Games?”, escrito por Nick O’Neil, define bem o que um jogo precisa ter para ser considerado como tal.

Ranking: fomentar a competição entre os usuários e, assim, contribuir para criar valor e status entre a rede de amigos, além de atrair novos contatos.

Jogos baseados em turno: o social game é baseado em turnos. O conceito de jogos baseados em turnos não é algo novo, mas quando aplicado à plataforma de redes sociais, assume um novo significado. Isso não é uma exigência, apenas uma característica frequente encontrada em social game.

Feeds: Feed é um sistema que permite acompanhar as atualizações de outros usuários. É, com certeza, um dos principais catalisadores do social game, pois possibilita ao usuário o acompanhamento dos movimentos de outros jogadores.

Jogador casual: o social game foi desenvolvido para pessoas que gostam de jogos e aproveitam seu tempo livre para jogar.

Com base em plataformas sociais: criar jogos para as plataformas sociais e fornecer aos seus usuários novas formas de comunicação simplificadas.

As marcas já estão atentas a essa novidade. Mas é fundamental tomar alguns cuidados para não investir nesse novo canal por modismo. Como no próprio ambiente das mídias sociais, é necessário contextualizar a presença de determinado anunciante nas redes de maneira pertinente. Caso contrário a marca/produto poderá ser percebida pelo usuário como invasiva. Da mesma forma, essas empresas precisam oferecer algo de valor para o internauta, como informações relevantes e que tenham a ver com o seu estilo de vida.

A marca WWF foi contextualizada e aplicada no social game Pet Society (sobre o mundo animal). Quando o usuário insere esse jogo no seu perfil do Facebook, por exemplo, ele passa a ser dono de um “bichinho de estimação”. Ou seja, tem de se preocupar com cuidados básicos como higiene, alimentação, e diversão do animalzinho (o conceito da ONG).

A partir desse contexto, em julho a Playfish (responsável pelo Pet Society) lançou a campanha de apoio à WWF com intuito de salvar o urso polar. Para apoiar a campanha, o usuário precisa apenas comprar um item com o tema na Pet Society Cash Shop. A cada item vendido, a Playfish doa 10% dos rendimentos para o World Wildlife Fund.

Essa contextualização da marca no ambiente do social game é tida como essencial para ampliar sua visibilidade e obter consumidores fiéis, engajados com a filosofia da empresa. Pode até atrair a atenção de potenciais consumidores.

O fácil acesso a informações (perfil, preferências etc) de usuários amplia a possibilidade de oportunidades tanto para desenvolvedores quanto para anunciantes. Com isso os Social Games tendem a estreitar a relação entre marca e usuário, além de proporcionar mais formas de entrega de produtos e marcas personalizadas.

Por Kelli Lima, do Propmark

HSM Online
06/11/2009 http://br.hsmglobal.com/notas/55308-social-game-permite-cumplicidade?utm_source=061109_marketing&utm_medium=061109_marketing&utm_content=061109_marketing_social-game-permite-cumplicidade&utm_campaign=061109_marketing

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