Steve Rubel, da Edelman Digital, elenca o que é preciso para que as empresas se relacionem e ganhem dinheiro no mundo virtual.

Serviço ao consumidor on-line, reflorestamento da mídia, ignorância seletiva, funcionários estrelas e atração pelas marcas são as cinco tendências principais que estão e que causarão ainda mais impacto no Marketing. Esta constatação é de Steve Rubel, Vice-Presidente e Diretor de Insights da Edelman Digital e autor do Blog SteveRubel.com.

Rubel (foto) foi um dos palestrantes da edição 2009 do Digital Age 2.0, participando via videoconferência, e respondeu para onde a tecnologia digital vai levar o Marketing. Antes de falar das tendências, é preciso fazer um parêntese: as empresas estão preparadas para personalizar o relacionamento? “As novas sim, mas é uma questão de cultura e vai levar muito tempo para as empresas atrasadas se adaptarem”, aponta o especialista.

A grande questão destes tempos é pensar em como ter lucro através de uma comunidade virtual, algo que nenhum executivo de marketing pensou antes. “Não há um modelo de negócio para isso”, confirma Rubel. O que existe, ainda, são erros que as empresas cometem ao entrar no mundo virtual. “É um erro pagar blogueiros para falar de produtos. A empresa tem que investir no melhor produto para que ele possa ser comentado espontaneamente”, diz.

Tendências emergentes e urgentes

O primeiro passo é satisfazer o cliente no mundo real e oferecer serviços no virtual. De acordo com a primeira tendência citada por Rubel, a internet é muito boa para tornar as coisas ainda melhores. “As pessoas estão usando as redes sociais para que elas sejam reconhecidas e identificadas. Elas não discam mais o 0800 das empresas, que não funcionam. Por isso usam outros meios para serem ouvidas”, afirma.

Com isso, cria-se relacionamento. Mas apenas para aquelas que auditam as experiências on-line do consumidor e se preparam para engajar as pessoas. E se prepare rápido. Planejamento e realização das ações, às vezes, terão que caminhar juntos para corrigi-las quando necessário. Mudar o destino, inclusive, se for preciso. É o caso das mídias tradicionais que representam uma nova tendência: o reflorestamento da mídia.

“Ela está se reinventando e sofrendo com isso porque cada vez mais as pessoas passam o tempo nas mídias digitais. Todos os tipos de mídias tangíveis estão caindo de circulação. Tem jornais dos EUA que estão fechando a versão impressa e ficando só com a digital. No Brasil isso ainda não acontece muito, mas certamente vai acontecer. É uma mudança imensa que obriga alterações nas áreas de Relações Públicas e Publicidade”, explica.

Aliado do consumidor
A terceira tendência apontada por Rubel é a ignorância seletiva. Com a informação em excesso em toda a parte, “As pessoas tem dificuldade de processar tudo. E estão praticando um tipo de ignorância seletiva, vendo apenas o que realmente é importante, porque se ela for relevante vai chegar até a mim de alguma forma”, ressalta. Para as empresas que quiserem fazer algo novo, basta olhar o que as pessoas visitam on-line e fornecer utilidade em forma de interações. “É importante pensar como fazer para envolver os consumidores. As pessoas vão te encontrar”, completa.

A quarta tendência são as estrelas existentes na própria empresa. São pessoas que ajudam a construir a marca no mundo digital. É o caso da companhia norte americana de armazenagem EMC² que tem uma página com todos os contatos de funcionários que podem se relacionar com os consumidores. “Tem que fazer com que o maior número de funcionários possa se comunicar com as pessoas nas redes sociais”, ressalta o executivo.

A quinta tendência é o poder da atração que as marcas devem provocar. “A propaganda hoje é empurrada. Mas deveria ser o contrário. As pessoas que devem encontrar as informações quando elas procurarem. É necessário criar o máximo de conteúdo para ser encontrado no mundo digital”, aponta Rubel.

 

Fonte: Mundo do Marketing (http://mundodomarketing.com.br/)
HSM Online
21/01/2010

 

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