Diretor do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM, Paulo Sérgio Quartiermeister, defende a tese de inovar em todos os pontos de contato entre a marca e os consumidores

O termo “inovação” é algo que não sai de moda. É comum encontrar profissionais no mercado incorporando este conceito de uma forma pouco explorada. Isto porque inovação passou a ser sinônimo de investimento em pesquisas, novas tecnologias e/ou produtos.

Para cumprir a essência da inovação, que é ter como resultado algo novo, nas circunstâncias atuais, só é apontado um caminho: tecnologia. Agora, explorando outro ponto de vista, entenda-se por algo novo uma nova forma de trabalhar, nova aplicabilidade, um novo serviço ou até mesmo uma nova atitude. Em todos estes casos a tecnologia é um item dispensável e a inovação está igualmente inerente.

O diretor do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM, Paulo Sérgio Quartiermeister, acredita que a inovação em termos de novos produtos é uma premissa básica para evolução e crescimento da empresa. Mas é preciso estar atento a outras oportunidades de inovação, como em pontos de contato entre a companhia e o consumidor.

“O banco oferece crédito, talão de crédito e outros produtos. Mas se perguntar para o cliente quais são os pontos de contato com o seu banco podem aparecer a agência, o internet banking, caixa automático, etc. Se os clientes disserem que o mais importante é o internet banking, neste caso, o internet banking passa a ser foco de inovação, ou seja, passível de ser inovado”, exemplifica o estudioso.

Outro ponto, levantado por Quartiermeister, é que a inovação precisa ser gerida e processada de forma contínua. “O líder da empresa precisa encarar a inovação como uma fonte de longo prazo de vantagens competitivas e não um trabalho esporádico”, explica.

O recém-lançado livro “The Other Side of Innovation: Solving the Execution Challenge”, do consultor indiano Vijay Govindarajan, que estará na ExpoManagement 2010, aborda justamente a forma míope como os executivos enxergam a inovação. Depois de um estudo de dez anos sobre a execução da inovação, Govindarajan desmistifica o processo de inovação nas companhias. Confira aqui a resenha do blogueiro Marcelo, do Portal HSM, sobre a obra, que traz os 10 principais mitos sobre a inovação.

HSM Online
03/11/2010

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