"O que o Nordeste tem?", estudo realizado pela CO.R Inovação – empresa especializada em detectar tendências e gerar estratégias de ativação para marcas – aponta as principais características da região e revela por que o Nordeste pode se tornar a nova potência econômica nacional.

De acordo com a pesquisa, o Nordeste possui três cidades-chave: Fortaleza, Recife e Salvador. Nestas localidades estão concentrados maiores volumes de pessoas, de turismo e de negócios.

A capital do Ceará tem como principal foco econômico o turismo. A tendência captada pela CO.R Inovação revela uma Fortaleza amadurecida, que pretende expandir seu principal negócio.

O maior volume de investimentos na região está na área da construção civil, com empreendimentos imobiliários e infra-estrutura para o comércio e o turismo.

Já no Recife estão o maior bloco carnavalesco do mundo (Galo da Madrugada); a maior avenida em linha reta do mundo (Caxangá); a maior casa de show da América Latina (Chevrolet Hall); o jornal mais antigo da América Latina (O Diário de Pernambuco); a maior feira livre do mundo (Caruaru); o maior paraíso do mundo (Fernando de Noronha) e o maior porto digital do Brasil, segundo o estudo.

O estudo aponta ainda que a região é caracterizada como o principal pólo de tecnologia nacional e é também referência em saúde. A gastronomia pernambucana é outro atrativo, que o coloca no terceiro lugar no ranking nacional de preferência.

A principal aposta econômica da região está na construção do Porto de Suape. Com isso, o PIB de Pernambuco poderá passar de R$ 63 bilhões para R$ 147 bilhões até 2020.

A pesquisa também indica que a Bahia é exemplo para o Nordeste inteiro como projeção nacional. Os baianos amam o Estado, valorizam a cultura local e abrem espaço para agregar outras culturas e formas de negócios que beneficiam o Estado. Querem exportar e importar também.

De acordo com o Banco Central, o Nordeste é a área que recebe o maior volume de empréstimos a empresas.

Nos últimos cinco anos, o saldo da carteira regional avançou em 253,3%. A região apresenta o maior índice de participação na economia nacional, ultrapassando, inclusive, os números do Sudeste.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Nordeste atingiu, só no último ano, PIB de 13%.

http://ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=49128

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