Publicado em 29.12.2010

Publicação do Instituto Claro propõe facilitar a aprendizagem através da introdução na sala de aula de ferramentas de navegação, comunicação, produção audiovisual, redes sociais e jogos

Jessica Souza

jsouza@jc.com.br

A tecnologia deve ser uma ferramenta facilitadora do trabalho em sala de aula. Apostando nisso, a Claro lançou a cartilha Tecnologias na escola. O objetivo é ajudar os professores a repensarem o formato tradicional de ensino, explorando o potencial dos dispositivos tecnológicos.

A cartilha foi organizada pelo conselheiro do Instituto Claro e coordenador de projetos de tecnologia educacional e redes sociais, Carlos Seabra. A publicação é fruto de uma parceria com o Fronteiras Educação – Diálogos com Professores, que visa pensar a educação na contemporaneidade e refletir sobre o mundo digital.

Para facilitar a consulta, todo o material coletado foi dividido em dez temas: navegação, comunicação, vídeo, som, imagens, blogs, textos e planilhas, mapas, redes sociais e jogos e simulações. O primeiro trata de um polêmico assunto: a utilização do meio virtual como ferramenta de busca e consulta para trabalhos escolares.

“O professor deve propor pesquisas e atividades em que as ferramentas não sejam o fim, mas o começo deste caminho, em que o aluno possa entregar um produto seu, estruturado e elaborado a partir dos ingredientes encontrados”, ensina a cartilha. A publicação ainda lista buscadores que podem ser utilizados para pesquisa, como o Google, o Yahoo! e o Bing.

Já na área de comunicação, o livro apresenta os principais softwares de comunicação pela internet: MSN, Google Talk, Yahoo! Messenger e Skype. “Através de e-mails, comunicadores e chats, os alunos estão escrevendo cada vez mais, exercitando sua imaginação e criando novas formas de se expressar”, ressalta a publicação.

Nos temas vídeo e som, o leitor poderá conferir passos para edição de vídeo e como o professor poderá orientar os estudantes nas etapas necessárias para produção. Filmagem, seleção de equipamentos e locais e roteiro são alguns dos pontos abordados.

Um dos capítulos mais interessantes é o de blogs. “São uma excelente forma de comunicação, permitindo que os autores expressem-se de acordo com suas convicções e visões de mundo e que outras pessoas possam ler e registrar comentários sobre a produção textual”, diz a cartilha.

A obra reserva uma página apenas com dicas sobre como incentivar os alunos a criarem seus diários virtuais, incluindo sugestões de ferramentas.

Outra área que também recebeu destaque foi a de redes sociais. “O Twitter pode ser empregado dentro da sala de aula. Como seu formato de postagem não permite mais do que 140 caracteres, você pode propor o desafio de utilizarem apenas esse número de caracteres para demonstrar uma ideia, de acordo com o objetivo da aula”, ensina.

Na seção Jogos, a cartilha dá sugestões sobre que tipos de games poderiam ser enquadrados nesse ângulo educacional. Games sociais como FarmVille e Social city e o simulador de voo Flight gear são alguns dos citados.

Interessados em conferir a publicação podem baixar o arquivo no site do Instituto Claro (www.institutoclaro.org.br).

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