Arlynn Presser, de 51 anos, viajou durante 365 dias, pegou 39 voos e visitou 51 cidades em 13 países
24 de Janeiro de 2012 | 09:52h
ArLynn Presser

Muita gente deve ter curiosidade de saber como um amigo ou amiga, que hoje você só pode ver através da internet, é pessoalmente. Apesar de algumas pessoas se desapontarem, outras preferem arriscar e ver no que pode dar um encontro amigável com aqueles que conhecemos pelo computador.

Uma dessas histórias envolve a escritora americana Arlynn Presser, de 51 anos. Ela, que mora em Winnetka (Illinois, Estados Unidos), sempre teve o costume de ficar em casa, e foi isso o que fez durante a maior parte da vida adulta. Por ter agorafobia – o medo de lugares lotados ou espaços públicos fechados -, Arlynn certamente nunca se aventurou para fora de sua cidade natal, quem dirá para outro país, e sua profissão nunca exigiu que precisasse fazer grandes viagens.

Foi o suficiente para que a escritora interagisse cada vez mais com seus 325 amigos no Facebok, com quem conversa praticamente todos os dias. E para mostrar que é amiga de verdade deles, Arlynn passou por uma grande reviravolta em 31 de dezembro de 2010, quando decidiu conhecer todos os seus contatos pessoalmente no ano seguinte (2011).

De acordo com o site Oddity Central, a autora escreveu um post em seu perfil na rede social sobre a decisão e, em seguida, começou a planejar o roteiro de visitas. A escritora resolveu viajar após perceber que estava ficando muito tempo sozinha na frente do computador, e seria uma maneira interessante de mudar drasticamente sua vida.

Arlynn, além da agorafobia, tinha medo de voar. Logo, o desafio foi ainda mais assustador, mas deu certo: ao final do trabalho, ela viajou durante 365 dias, em 39 voos para mais de 51 cidades em 13 países, entre eles Taiwan, Coreia, Filipinas, Dubai, Itália, Malásia, Irlanda, Inglaterra e Alemanha.

Até o final de 2011, Arlynn conheceu 292 amigos, ou seja, cerca de 90% do total de contatos em seu Facebook. Das 325 pessoas que decidiu visitar, ela encontrou de tudo: alguns eram velhos amigos de cólegio e da faculdade; outros não estavam interessados na ideia de conhecê-la e a bloquearam ou excluíram da rede social; 18 pessoas ignoraram seus pedidos para marcar um encontro; dois perfis eram de animais de estimação; e, por fim, cinco pessoas haviam morrido.

Contudo, encontrar seus amigos do Facebook não foi sempre fácil para a autora americana. Muitas vezes, Arlynn teve ataques de ansiedade, fobias, colapsos emocionais e momentos de pânico. Por segurança, ela levou um acompanhante que garantiu que as reuniões com seus colegas de internet fossem realizadas. Mas, em outros momentos, Arlynn aprendeu bastante coisa: cantar ópera, treinar para ser uma guarda-costas, andar de kart, escalar uma montanha e até a abrir uma garrafa de champanhe com um sabre.

O sucesso do "Face to Facebook" foi tanto que a escritora decidiu fazer um documentário inspirado na ansiedade e no poder das mídias sociais para inspirar uma grande mudança pessoal. O projeto, sem data de lançamento, vai se chamar Face to Facebook, algo como "De cara com o Facebook".

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