No último painel do evento, debatedores destacam crowdsourcing, social e start-ups e recomendam novos formatos para discussão de temas

10 de Maio de 2012 • 19:53

Último painel reuniu debatedores que analisaram a edição 2012 do ProXXIma Crédito: Gustavo Scatena / Imagem Paulista

Pela primeira vez desde que foi criado há cinco anos, o ProXXIma convidou profissionais que assistiram parte das palestras para fazerem um balanço de temas apresentados ao longo dos dois dias de evento. Além de destacarem assuntos como crowdsourcing e oferta de conteúdo em redes sociais, os debatedores recomendaram novos formatos de discussão de temas ao próprio encontro. “Aqui no palco, diante de uma plateia tão grande, os palestrantes não discutem no mesmo tom dos bastidores. Será interessante se tivermos mais salas como as do Garage, onde os debates podem ser mais sinceros”, analisou Igor Puga, diretor de criação da ID/TBWA, referindo-se às salas menores onde acontecem palestras paralelas ao seminário principal.

Para Fernando Campos, sócio-diretor da Santa Clara, o ponto alto da edição deste ano foi o painel em que se apresentaram as start-ups. No entanto, ele criticou a escolha do júri, que premiou com R$ 20 mil a empresa Cat-Us, especialidade em publicidade em redes sociais. “A empresa até vai ganhar dinheiro, mas o júri se apegou à facilidade de entendimento do modelo de negócio. A análise tinha que levar em conta uma start-up que transformasse poder em dinheiro, um modelo parecido com o do Facebook”, provocou.

Os debatedores também chamaram a atenção para a necessidade de colocar as pessoas no centro das discussões sobre formatos e modelos de negócios. “É preciso olhar e discutir mais o comportamento das pessoas. Isso foi esquecido pelos palestrantes neste ano. Tudo o que queremos monetizar tem um personagem no meio que é o ser humano”, afirmou Hugo Jabena, sócio fundador PROA Inovação em Comunicação e Tecnologia.

Já Fernando Tassinari, CEO da MRM World Wide Brasil, destacou as palestras sobre crowdsourcing, modelo de produção colaborativa que ganha cada vez mais espaço entre empresas e agências. No entanto, destacou Igor Puga, é preciso não cair no comodismo de entregar ao consumidor exatamente o que ele espera. “O que adianta devolver o que eles pedem? Precisamos entregar o que ele espera e precisa, mas que nunca imaginou”, disse em tom provocativo.

A busca pelo melhor formato de integração entre áreas online e off-line foi um dos temas do evento a partir da apresentação de Joseph Corr, diretor de criação da Crispin, Porter, Bogusky. Na opinião dos debatedores, as agências brasileiras também praticam modelos bem sucedidos. “Mais importante do que organogramas ou cargos, são as pessoas que cada agência tem para executar campanhas integradas”, disse Puga.

ProXXIma 2013 – Mediador do debate, Pyr Marcondes, diretor da Plataforma ProXXIma, pediu aos debatedores que indicassem temas que eles têm interesse em ver na edição do ano que vem. Todos foram unânimes ao afirmar que “conteúdo” precisa estar mais presente entre as discussões. “É algo intrínseco a todas as plataformas. É uma discussão de interesse de todos”, afirmou Fernando Tassinari. Por fim, Igor Puga disse que gostaria de ver um painel com cases do que não fazer no digital. “Acredito que aprenderemos muito com os erros. Quero ver temas como Onde investi e errei, perdi dinheiro”, provocou.

http://www.proxxima.com.br/proxxima2012/seminarios/Balanco-2012-a-constante-reinvencao-do-digital.html

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