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Marco civil da internet deu mais um passo

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comportamento social .BR – Por @srlm

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

a e-life, galera brasileira que entende de comportamento online há algum tempo, publicou uma pesquisa sobre o que os brasileiros “são” e “fazem” nas redes sociais. o blog entrevistou alessandro barbosa lima sobrinho, um dos fundadores, pra entender um pouco mais do que eles descobriram [e pensam] sobre nosso comportamento em orkut, faceBoook, twitter e quetais.

semana passada, discutimos uma pesquisa sobre mobilidade, que se soma ao estudo corrente para nos dar dicas que levam a um entendimento de um novo [e esperado] universo de pessoas “digitais, conectadas, móveis“, de que este blog falou neste link, no ano passado.

com vocês, alessandro barbosa lima sobrinho.

pergunta 0. bio: quem é você, onde está, o que faz, links pro seu trabalho, como lhe achar…

Alessandro Barbosa Lima, 39 anos, fundador da E.life – empresa brasileira especializada em monitoramento, análise e gestão do relacionamento nas redes sociais. Sou Mestre em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), onde estudei a comunicação interpessoal on-line através das redes sociais. Autor de E-LIFE – Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web e co-autor de Marketing Educacional em Ação.

A E.life nasceu em 2006 a partir de um protótipo de software para monitoramento, é líder no Brasil em seu segmento (estamos em Recife e São Paulo, onde fico a maior parte do tempo) e atende mais de 60 empresas, com foco em países de língua portuguesa e espanhola. Possui clientes no Brasil, Espanha, México e Portugal.

pergunta 1, slide 9: 42,5% dos seus entrevistados estão em rede quase 6 ou mais horas por dia; estamos entrando na era em que todo mundo, breve, vai estar na rede o tempo todo?…

A computação ubíqua já era prevista há pelo menos 4 décadas. O que não estava previsto, na verdade, era que com o avanço da tecnologia o nosso comportamento mudaria e a adoção das tecnologias da informação se popularizaria tanto, que não apenas nossos hábitos, mas mesmo as redes sociais se tornariam virtualizadas através dos dispositivos tecnológicos.

Se olharmos para trás, artefatos primitivos como a agenda em papel e mapas já eram formas de representar redes não apenas de lugares, mas pessoas, coisas etc. A prova maior disso é que hoje grande parte das atividades nos pontos de venda físicos pode ser monitorada pelas redes sociais. É o caso das filas. Cada vez mais munidos de smartphones, os usuários compartilham sua insatisfação não apenas para a pessoa que lhe atende no estabelecimento comercial, mas também para suas redes virtuais.

pergunta 2, slide 12: o acesso a web pelo celular, na pesquisa da e.life, subiu de 34,4% para 44.8% dos usuários em apenas um ano. qual a sua previsão para os próximos um, dois anos? o que você acha que será o estado de coisas lá na copa, daqui a três anos?

As previsões apontam um crescimento espantoso e o celular como o meio de acesso prioritário em alguns anos. No Brasil, nossa base instalada de celulares já passa dos 210 milhões, porém temos problemas como: 1) não se sabe exatamente o quanto desta base tem capacidade de acessar a internet; 2) o custo do acesso ainda é alto; 3) as taxas de conexão são baixas, mesmo para acesso domiciliar e só agora o Governo e órgãos reguladores estão propondo algum tipo de controle; 4) a publicidade espera que os consumidores paguem pelo custo de usar a internet (exemplo: anúncios impressos com QR Codes onde o anunciante espera que o consumidor baixe o QR Code para acessar sua propaganda). Será que alguém vai comprar uma TV apenas para assistir a um comercial?

pergunta 3, slide 15: apenas 6% das pessoas que vocês consultaram não acessa redes sociais de nenhuma forma nos celulares. quais poderão ser as consequências, para os negócios de todos os tipos, de uma população tão grande como a brasileira, conectada, móvel, social, em escala?

Em países como Coréia do Sul, o acesso à internet (assim como a educação) é mais que prioridade. Sabe-se que as pequenas e médias empresas movimentam a economia e estas empresas dependem massivamente de conexão à internet. Principalmente em áreas como a de Serviços, a internet se tornou tão vital quanto a energia elétrica e o próprio escritório físico da empresa. No Brasil, o Governo atentou recentemente para um plano de acesso às redes, porém com muitas críticas por conta de velocidades de acesso muito baixas.

O caso da própria E.life é um exemplo de como a Internet pode impulsionar negócios. Saímos de um faturamento de 0 (zero) a 10 milhões de reais em 5 anos, graças à internet e possibilidade que tivemos de ter um negócio sem escritório (mas com clientes). Hoje, ainda 50% dos nossos colaboradores trabalham em escritórios virtuais ou no regime de Home Office. Estas escolhas da E.life se deram pela falta absoluta de venture capital no Brasil (não há cultura e quando falamos de seed Money é praticamente impossível). Tenho certeza que educação+conexão podem impulsionar milhares de pequenos negócios como o nosso.

pergunta 4. slides 18+20: na sua amostra, faceBook já passou orkut em volume de usuários… e quase o dobro de pessoas diz usar mais faceBook do que orkut. que mudanças de comportamento estão por trás disso? dá pra identificar o que, agora? e quais as consequências para os negócios?

Aqui vale uma consideração. Segundo dados da ComScore, o Orkut ainda é o líder absoluto no Brasil, mas cresce mais lentamente do que Facebook. O que podemos observar no nosso estudo é que de fato mais pessoas declararam usar o Facebook em 2010 em comparação a 2009 (quase o dobro), mas o Orkut se manteve no mesmo lugar (diferença pequena de 3 pontos percentuais, o que está dentro da margem de erro). Isso confirma que Facebook está na curva ascendente, enquanto Orkut ainda cresce entre os laggards (público adotante tardio – no Nordeste, segundo dados da ComScore de março, o Orkut ainda cresce).

Porém, a tendência (pode não ser este ano) é que o Orkut entre na curva descendente (isso se não houver nenhuma modificação na rede social). Isso aconteceu na Índia em 2010 e, em breve, deve se confirmar no Brasil. Segundo Dunbar, o tamanho do córtex no cérebro humano define o tamanho das nossas redes sociais e que podemos gerenciar um número limitado de 150 contatos na nossa rede. É claro que o número de contatos que conseguimos gerenciar com os artefatos da Tecnologia da Informação ampliam a capacidade do nosso córtex, porém não creio que as pessoas possam trocar de rede social tão facilmente, a não ser que o incentivo seja muito bom. O Google nos passa uma mensagem confusa ao investir em uma nova rede social (Google+) ao invés de reforçar o Orkut em países onde ele é forte (como Brasil).

Para os negócios, o crescimento do Facebook é realmente uma benção. Isso porque desde o começo o Facebook se preocupou com as empresas, criando serviços e produtos mais focados no público corporativo. Basta ver, por exemplo, a adoção corporativa das empresas ao Facebook, que se deu muito mais rapidamente e em maior escala do que no Orkut. É mais provável que uma empresa que invista em redes sociais aqui no Brasil tenha uma presença no Facebook do que no Orkut. O Orkut atentou para isso e começou a investir em produtos próprios para as empresas. E tem atraído as organizações e os consumidores. O caso recente mais emblemático é da Coca Cola Brasil. Em 2 de junho, a empresa criou uma comunidade oficial no Orkut e hoje esta comunidade se aproxima do seu primeiro milhão de membros. Ou seja, a Coca Cola contradiz a máxima que o Orkut está morrendo.

pergunta 5, slide 33: assistir TV e estar na rede parece ser simultâneo, em pelo menos parte do tempo, para 57,8% da sua amostra. quais são as consequências disso para TV? vocês percebem, na e.life, um elevado índice de atividade no twitter, faceBook e outras redes sociais, relacionado a programas e comerciais da TV? na sua opinião, que consequências isso tem para TV? e para a rede?…

Sim, notamos que há um uso simultâneo das redes sociais e mídia de massa desde as eleições do ano passado. Este ano, ao monitorarmos a estreia de “O Astro” observamos pico de tweets exatamente no mesmo horário em que a trama era exibida pela TV Globo. Observamos que os picos acontecem exatamente nos horários em que as novelas vão para o ar. Isso é um indicativo que as pessoas assistem a TV e acessam as redes sociais ao mesmo tempo.

No Twitter, é possível descobrir quem foi impactado por cada buzz da novela e criar novas formas de medir audiência qualitativa e quantitativa usando redes sociais. Com a adoção maciça da internet pela população e o uso disseminado das redes sociais irá substituir os índices de audiência tradicionais rapidamente.

mudanças, mudanças. muitas e sociais.

PPT da E.Life

http://smeira.blog.terra.com.br/2011/08/17/comportamento-social-br/

Relacionamento e promoção pela internet potencializam vendas

Pão de Açúcar, Johnnie Walker, West Coast e Cravo & Canela realizam ações no ambiente online para atrair consumidores

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing | 28/04/2011
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O relacionamento na internet tem sido uma importante ferramenta para as marcas que desejam engajar os consumidores e, consequentemente, aumentar suas vendas. É o caso de empresas como Pão Açúcar, Johnnie Walker, West Coast e Cravo & Canela, que investem em estratégias para fidelizar clientes e ampliar os pontos de contato.

As ações digitais, no entanto, devem dialogar com o mundo offline para expandir a experiência do consumidor com a marca. Prova disso são as iniciativas do Keep Walking Club, da Johnnie Walker. Criado em 2007, o clube de relacionamento oferece aos associados personalização das garrafas do blend Black Label, com mensagens de até três linhas, permitindo ao consumidor a criação de um produto exclusivo e único.

O processo é todo feito no ambiente virtual, desde o cadastro para se associar ao clube, até a criação da frase do rótulo. Mas o resultado é visto ao vivo, na embalagem do próprio produto. Os membros também contam com o Movimento Piloto da Vez, que dá direito a uma corrida gratuita de até 10 km de taxi, entre às 19h de sábado e às 5h de domingo. Os associados devem apenas ligar para uma Central de Taxi e dizer os dados de identificação do clube. O Keep Walking Club oferece ainda descontos em produtos da marca em delicatessens de São Paulo.

Relacionamento para alavancar vendas
A West Coast e a Cravo & Canela também promovem benefícios aos consumidores a partir da internet. As marcas do grupo gaúcho de calçados West Coast lançaram em 2010 a Lista de Desejos. Com a ferramenta, os consumidores podem selecionar três produtos que gostariam de ganhar no site e compartilhar suas escolhas nas redes sociais. A cada mês, o internauta que tiver a lista mais clicada recebe um dos modelos desejados.

“Com a Lista de Desejos, já estamos conquistando um crescimento semelhante ao primeiro trimestre de 2010, que

foi de 30%. Este ano, mesmo sem o fechamento oficial de janeiro-março, já ultrapassamos a marca de 27%”, afirma Fábio Steffen (foto), Coordenador do Núcleo Digital da West Coast e da Cravo & Canela, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Já o Grupo Pão de Açúcar investe em ações pontuais para as suas bandeiras. Para a 12ª Feira de Informática do Extra, por exemplo, a empresa desenvolveu um aplicativo no Facebook que permitia aos consumidores selecionarem os produtos que gostariam de encontrar em promoção. A oferta que recebesse o maior número de “curtir” seria ativada.

Durante a Páscoa, o Grupo também desenvolveu uma ação semelhante na rede social. Foi criado um aplicativo chamado Corrida de Coelhos, com o objetivo de proporcionar um envolvimento dos consumidores com a empresa. A cada semana do mês de abril, quatro marcas de ovos Páscoa estariam disponíveis e, durante o período, o mais votado na rede estaria em promoção nas lojas do Pão de Açúcar.

“A procura foi muito grande e chegamos a vender ovos de Páscoa com até 50% de desconto. Com a ação pretendemos descobrir quais produtos são os mais procurados e quanto de abatimento os consumidores desejavam encontrar”, diz Nathália Jordão, Coordenadora de Marketing Digital do Grupo Pão de Açúcar, em entrevista ao portal.

Comunicação eficaz proporciona mais engajamento dos consumidores
Para que as ações de Marketing nas mídias sociais influenciem no crescimento das vendas é preciso entender o perfil do consumidor para quem elas se destinam. O Grupo West Coast mantém dois canais de comunicação, um para o público feminino e outro para o masculino. A página da marca feminina Cravo & Canela, criada em 2005, conta com um blog atualizado cerca de três vezes por semana com informações sobre moda, beleza e celebridades.

Já no site da West Coast, especializada em produtos para homens, o ritmo de postagens é diferente. As ações para estes consumidores devem ser mais pontuais e espaçadas para serem mais relevantes. A ideia em 2011 é focar no tema futebol, possibilitando o engajamento de mais internautas. “Este ano pretendemos manter os canais de comunicação que abrimos em 2006, trazendo sempre novidades para atrair novos consumidores”, explica o executivo do Grupo West Coast.

Esta também é a estratégia do Pão de Açúcar, que teve o seu Núcleo de Marketing Digital criado em 2009. O principal objetivo do Grupo é intesficar as iniciativas na web, utilizandos as redes sociais como principais plataformas de comunicação com os consumidores. A prioridade é o engajamento dos internautas, depois, as vendas. “Antes de qualquer coisa, a ações de relacionamento online são uma forma de disseminar a marca”, afirma a Coordenadora de Marketing Digital do Grupo ao Mundo do Marketing.

Mais tempo de envolvimento com as marcas
Outro benefício proporcionado pelas iniciativas online é a possibilidade de um tempo maior de envolvimento do consumidor com as marcas. Estas plataformas permitem que o internauta esteja em contato com a empresa em momentos diferentes de relacionamento, o que é intensificado com a mobilidade.

Reformulando os seus portais em 2009, o Grupo West Coast conseguiu ampliar o tempo médio de permanência dos consumidores de dois minutos para sete minutos. Em 2010, os portais foram integrados com as redes sociais. A criação da Lista de Desejos possibilitou que a empresa, que investe 1/6 de sua verba de Marketing no ambiente online, potencializasse a divulgação de novas coleções a partir de sites como Facebook e Twitter.

Apesar de ações bem-sucedidas na internet terem o poder de aumentar as vendas. As empresas devem saber que o mais importante é investir no relacionamento e estar próximo dos consumidores. “Atualmente estamos nos principais canais que os internautas frequentam. Amanhã, pode surgir uma nova rede mais relevante, em que devemos estar presentes de qualquer maneira. O nosso foco é construir uma base sólida de seguidores que podem se tornar futuros consumidores”, explica a executiva do Grupo Pão de Açúcar ao portal.

http://www.mundodomarketing.com.br/17,18517,relacionamento-e-promocao-pela-internet-potencializam-vendas.htm

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